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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Cabeça partida

Há 3 anos caí na Suíça a caminho do carro. Tinha chovido de manhã e essa água  congelou com o frio, tendo vidrado o chão.

Não me apercebi, escorreguei para trás e bati com a cabeça no chão, naquela que foi uma pancada seca, em que até hoje me recordo do som. Parti a cabeça e o sangue jorrava. Mas eu estava com um grupo e tínhamos 1 hora de comboio até Genève, onde apanharíamos os aviões, cada um para seu país. Portanto a opção foi recorrer à caixa de primeiros socorros do carro de um amigo nosso, correr para o comboio e seguir.

 

No comboio, a revisora impressionou-se comigo e pediu para a acompanhar à sala para fazer um penso. Têm curso de primeiros socorros e um penso é um pequeno desempenho. Ligou-me a cabeça e a hemorragia disfarçava. Chegada a Genève, separamo-nos todos, cada um para o seu check-in e para mim, era a tomada de decisão: apanhar o avião ou ir ao hospital? Tentei ligar ao meu médico para saber o que ele me dizia. Era domingo. Não atendeu. Fui à casa de banho e tentei ver se continuava a sangrar. Impossível de ver. Pedi a uma rapariga chinesa, se me via o penso. Desconfiada, foi para trás de mim e soltou um som incompreensível. Agarrou nas coisas dela e foi embora. Entendi que não estava bonito. 

 

Telefonei ao meu mano e contei que ia apanhar o avião de qualquer maneira. Só para que alguém soubesse o que se passava. E quando o avião levantou voo, então contei a uma assistente de bordo que me pareceu mais simpática, para ela estar atenta caso eu adormecesse. Ela aceitou levar-me à casa de banho e mudar o penso para vigiar. O meu receio era que com a altitude a hemorragia aumentasse. E quando isso não aconteceu, o meu receio foi que a hemorragia estivesse a acontecer para o interior.

Quando cheguei, tinha companhia até ao Algarve porque através do blablaCar havia uma pessoa para ir à boleia. Também aí fui sincera e disse que me sentia bem e só iria ao hospital na minha terrinha. Assim foi. O médico jogou as mãos à cabeça (dele) quando lhe contei. Foi uma inconsciência eu sei, mas ficar sozinha num hospital no estrangeiro é uma coisa assustadora...

 

Ainda andei de colar cervical umas semanas e desde aí o meu problema de costas tem estado presente. Parece-me que esta história e as mazelas me acompanharão pra vida.

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