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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Escrever à mão

Tendo sido ontem o dia da escrita à mão, não posso deixar de falar um pouco sobre o assunto que me diz tanto. 

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Em França na escola primária, a caligrafia era muito importante e tínhamos aulas só para esse fim. 

As folhas usadas e que ainda hoje uso pois cada vez que vou a França compro blocos de folhas, são estas. Para letra minúscula usávamos duas linhas e para as letras minúsculas altas tal com l, t, f, b, etc... íamos até à terceira linha. As maiúsculas, essas, ocupavam todo o espaço em altura entre as linhas mais grossas.

Essa formação foi muito importante para mim.

 

Durante anos correspondi-me com amigos que estavam longe ou com colegas de escola nas férias grandes. Ainda hoje guardo os molhos de cartas recebidas envoltas numa fita de seda.

Quando era estudante, se não escrevesse a matéria que estava a estudar, a matéria não ficava gravada na memória. E portanto para cada teste, eram páginas e páginas manuscritas. Até os meus momentos de iniciação em poesia só aconteciam em papel. Os diários, quem não teve um diário escrito quando miúda?

Tinha inclusive nalgumas palavras mais usadas, símbolos ou letras que substituíam a palavra. 

 

E hoje?

Apesar de já não escrever cartas à mão, para isso usam-se os emails/mensagens cada vez mais, continuo a escrever todos os dias, já que o livro de notas no trabalho ou a agenda pessoal são físicas. 

O meu filho, que nunca gostou muito de escrever, porque já pertence a outra geração, quando foi para a faculdade teve de desenvolver a caligrafia. Se na secundária há livros e fichas e fotocópias que a professora dava, na faculdade teve de começar a tomar notas rapidamente e essa era a única solução...

 

Mas quando queremos personalizar uma etiqueta, um postal de aniversário, não o pomos na impressora, escrevemos à mão, certo? E isso diz muito.... 

 

 

 

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