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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

Estrangeiras a sentirem-se suecas

Ontem à noite estivemos num espectáculo numa pequena cidade a noroeste da Suécia. Foi tão giro, porque a comunidade providenciou aquele convívio e as pessoas que iam ao palco eram elas próprias pessoas da comunidade, amadoras. Mas genuínas, com muita piada, com muita alegria na voz, muita entoação.

 

É quando vivemos em cidades maiores que percebemos que perdemos muito. Perdemos todo este sentido de comunidade, deixamos de ter este sentido de pertença, que ontem até eu, uma portuguesa de um país a 3500 quilómetros, senti.

O facto de nos terem acolhido, de apesar de não compreendermos uma palavra, termos tentado cantar com eles (we can't sing, let's clap), o embalar de braço com braço que todas as mesas do convívio, após jantar, e sincronizados fizeram a cantar uma música que me explicaram depois, ter origem na guerra do Vietname, mas que se mantém actual ainda hoje, por ter uma letra incrível em que cada um sonha com a Paz.

Depois um espectáculo de magia que rimos e interiorizamos, só pelo tom de voz e pela mímica utilizada. Apenas eu e duas amigas (uma grega e uma italiana) que apesar de não falarmos uma palavra de sueco, rimos como suecas.

 

Tudo isso me fez sentir uma certa nostalgia de um tempo passado e que sabemos não voltar mais, da pequena aldeia do tempo dos nossos avós.

 

Realmente por vezes, a língua é apenas um acessório. 

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