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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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O meu avô

Depois de ler este texto, ficou a vontade de falar acerca do meu avô.

 

Conheci os meus dois avôs e nesse sentido fui uma privilegiada.

Mas o meu avô, o avô que me ficou na doce memória da meninice, foi o paterno. Não que o materno não gostasse dos netos, mas devido à sua postura séria (ter sido da Pide justifica apenas parte), nunca criou grandes laços connosco.

Para além disso, eu tinha mais primos do meu lado paterno, e quando vínhamos a Portugal de férias, vínhamos todos

 

O meu avô tinha uma daquelas casas alentejanas sem tecto, com terraço em cima. Um terraço rodeado de um pequeno murete e para o qual se subia com uma escada de madeira a partir das traseiras, no quintal. No verão era recorrente ele agarrar nos cinco netos e subir lá para cima para passarmos a noite.

Adorávamos aquelas aventuras. A noite estrelada, o calor da noite alentejana, e as histórias do Avô Oliveiros. Era um contador de histórias exímio. De qualquer palavra ele inventava uma história. E todas elas metiam zorras, quer fosse no início quer fosse no fim.

Recordo-me de uma em que a zorra tinha sido abandonada à nascença e tinha passado frio e medo. E recordo-me que os meus irmãos mais novos que eu 4 e 5 anos respectivamente, choravam baba e ranho até à zorrinha ter finalmente encontrado a mãe...

 

E quando morreu prematuramente numa cirurgia simples, gravou em nós e para sempre estes momentos únicos no ano, mas que desejávamos ardentemente. 

Hoje, passados cerca de 30 anos, ainda o recordo com muito amor. Vejo o meu pai com um pouco do dom dele, mas sem tanta imaginação. Mas vejo tudo isso no meu filho e sei que um dia mais tarde, ele será com os filhos e netos, o que o avô foi para nós

 

 

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