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O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Quem dá o nome aos furacões?

Agora que estamos numa de furacões, impõe-se uma pergunta: Quem dá o nome aos furacões?

Será  que há uma pessoa num gabinetezinho e cuja única função é informar:

O próximo furação vai chamar-se Katrina.

Ah, esse agora é o Irma!

Ok, ficamos pelo José...

 

Não meus caros, não é assim. Lamento. 

 Então vamos lá esclarecer. Eu também só sabia o básico - que existia uma lista por ordem alfabética. Por isso o Irma e logo a seguir o José!

Fui investigar para dar uma informação mais completa. E para aprender também, que isto de escrever num blog deve também servir para a nossa própria educação!

 

Desde a Segunda Grande Guerra que os furacões usam nomes - em vez de números ou termos técnicos - com o objetivo de evitar confusões e fazer com que seja mais fácil lembrar e se entendam as previsões e alertas mais facilmente.

Até 1953, a maioria dos nomes era de mulheres porque os responsáveis davam o nome das namoradas, mães ou esposas. Mas só em 1970 e para equilibrar a lista, passaram a adicionar nomes masculinos.

Em 2014, um estudo da Universidade de Illinois afirmava que furacões com nomes femininos matavam mais pessoas, porque costumam ser levados menos a sério e portanto, há menor preparação para os enfrentar. Coisas da sociedade... O estudo baseou-se em furacões entre 1950 e 2012 e concluíram que os masculinos têm uma média de 15 mortes, enquanto que os femininos têm uma média de 42. Claro que o Katrina foi excluído para não distorcer os resultados, uma vez que provocou tantos danos e tantos mortos.

 

Esta lista suscita muitas intervenções e nos EUA, recebem muitos pedidos todos os anos a solicitar que usem um determinado nome, normalmente de esposas ou filhas. Por esse motivo, teve de ser incluído na página do NHC, a pergunta "posso ter um furacão no meu nome?" , esclarecendo depois que os nomes são estabelecidos por um comité internacional.

Mas ao contrário do que os mitos urbanos divulgam, não são nomes de políticos, não são homenagens às vítimas do navio Titanic e também não são apenas nomes femininos.

A lista de nomes para os ciclones tropicais do Atlântico foi criada em 1953 pelo Centro Nacional de Furacões dos Estados Unidos (NHC, na sigla em inglês) e esse padrão acabou por ser usado para as listas de outras regiões do mundo.

Hoje, essas listas são mantidas e actualizadas pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), com sede em Genebra, Suíça.

No Oeste do Pacífico, as regras podem ser outras e também se utilizam nomes de flores, animais, personagens históricos e mitológicos e alimentos, como Kulap (rosa em tailandês) e Kujira (baleia, em japonês). O importante é ser um nome do qual as pessoas se possam lembrar e identificar. Dantes, esta região usava os nomes em inglês e há dez anos, decidiu-se que eles deveriam ser mais apropriados para a região

 

As letras Q - U - X - Y - Z não são usadas na lista das tempestades no Oceano Atlântico por causa da escassez de nomes próprios a começar com essas letras. E quando a lista acaba antes de terminar o ano? "Se o resto da temporada tiver muita actividade, temos que usar letras do alfabeto grego", explica a OMM.

 

As listas dos furacões de cada ano são organizadas por ordem alfabética, alternando nomes masculinos e femininos. E os nomes de tempestades são diferentes para cada região. Claro que por cá só sabemos daqueles mais fortes e por isso normalmente não nos apercebemos da ordem alfabética...

 

As listas são recicladas a cada seis anos, o que significa que, em 2023, Harvey ou Irma podem aparecer novamente! Mas a OMM reúne anualmente avaliar os graus de destruição do ano anterior e excluir  as tempestades que foram especialmente devastadoras, decidindo assim a reforma desse nome. Como foi o caso do Katrina, que em 2005, deixou um rasto de destruição massivo e mais de 2 mil mortos em New Orleans.

 

Gostaram de saber? 

 

 

 

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