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O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Suburbicon - O filme

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Fui ver este filme com a Fátima.

 

E dentro de uma lista de filmes em exibição que ambas queríamos ver, optámos por este.

Claro que este filme foi escrito há décadas pelos irmãos Coen (e isto deveria dizer muito do filme, só por si) e readaptado agora pelo George Clooney. (que pena ele estar por detrás das câmaras). A história é portanto daquelas intrincadas, com mensagens dentro de mensagens, dentro de mensagens, tipo matrioskas.

 

Gardner, a personagem do Matt Damon é um homem aparentemente simples que vive com a mulher e o filho em Suburbicon. Nos anos 50, Suburbicon era um bairro-modelo, onde a vida seria ideal, sem malícias, sem problemas e ... sem negros.

Quando um casal negro se muda para lá, a verdadeira essência das pessoas (brancas) vem ao de cima. Paralelamente a esta história, em que eles são chamados de animais, decorre a acção em casa de Garder em que (Spoiler) um assassinato encomendado lhe mata a mulher (Julianne Moore) e precipita o romance com a sua cunhada, gémea da irmã. 

O interessante deste filme é que toda a narrativa é vista pelos olhos do filho de Gardner (interpretado, muito bem interpretado por Noah Jupe de quem já sou fã). 

A tal histeria da supremacia branca cruza-se com a extrema situação de animalidade protagonizada por Gardner e a sua segunda esposa gémea. E é aqui que apesar do macabro de diversas cenas, somos compelidos a rir, dado a ironia de todas as situações. O típico homem branco, pacato, homem de família a adoptar atitudes atribuídas demagogicamente pela multidão na rua ao lado, ao casal negro, esses sim pacatos de verdade. 

 

No fim, tudo corre mal. E esses são os momentos mais quentes do filme, aqueles que mexem connosco. Os que nos fazem pensar e nos acompanham na saída da sala do cinema com aquele gostinho de inacabado mas com uma mensagem subliminar que nos fala das questões políticas e sociais de uma determinada época.

Achei intenso, assustador, muitas vezes revoltante, mas decididamente intrincado. 

Vão ver!

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