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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

O Sol perdeu o seu símbolo

Simbolos Masculinos E Femininos

Aprendi no outro dia que este símbolo, antes da Segunda Guerra Mundial, tinha um significado inteiramente diferente. Era a representação universal do Sol. Para todos os Povos. Desde há milhares de anos.

 

Mas Hitler era um homem dado a misticismos e acabou por arrastar este símbolo que originalmente tinha um simbolismo positivo, para ficar irremediavelmente (pelo menos no Ocidente) ligado às atrocidades do nazismo.

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(colar do Museu Nacional da Pérsia)

Na  China há este mesmo símbolo de orientação quádrupla, que segue os pontos cardeais e que representa o ano 10000 e no Japão, este é o símbolo para representar templos e santuários. 

Está associado a desejos de boa sorte e felicidade. Os braços que apontam para a direita  representam o masculino, e os braços que apontam para a esquerda, representam o feminino.

 

Sabiam? Não é incrível as coisas que desconhecemos? Fico fascinada sempre que descubro qualquer coisa sobre o qual achava saber tudo e afinal, descubro que não sabia nada... 

Saber esperar é uma virtude

E se alguma dúvida tivesse, o meu pai veio provar que é verdade.

Ele tem uma quintazinha onde plantou algumas árvores, alguma vinha, favas, enfim... vai-se entretendo.

Quando a árvore deu os primeiros frutos, os pêssegos eram intragáveis. Macilentos, amargos, apodreciam junto ao caroço, eu sei lá que outros defeitos podíamos atribuir.

Durante anos, o único destino dos pêssegos era serem transformados em doce.

Mas o meu pai nunca desistiu. Podava, enxertava, e mais uns verbos a acabar em "ava" que eu nem imagino o que seja... Até que o ano passado deu uns frutos comestíveis. Não muitos, mas bem docinhos.

 

E este ano, são imensos e deliciosos. E rijinhos e suculentos ao mesmo tempo. A minha mãe já teve de colocar um lençol velho suspenso (a fazer de rede) porque estão constantemente a cair de tantos e tão maduros que estão. 

Neste exemplar que comi esta manhã, o caroço dividiu-se, mas depois o mesmo sai bem com a ajuda da faca. 

 

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Novo ciclo

A vida é feita de ciclos.

Nascemos. Começamos a andar.  As primeiras palavras. Os primeiros amigos. A escola. Os primeiros amores. As primeiras saídas à noite. A faculdade. O primeiro namoro sério. O viver junto. E por aí fora...

 

O meu filhote começa amanhã um novo ciclo na sua vida. Está no último ano da faculdade e vai viver com a namorada. Sempre fui contra estas situações de viver junto antes de terminar o curso, mas no caso deles faz todo o sentido. Cada um estava em sua casa, com uma despesa enorme, quando juntos, a despesa mensal que vou ter com o filhote vai reduzir para metade. Eu vejo a parte financeira porque ainda estou implicada enquanto ele estudar. Eles claro, vêm a parte romântica de ir viver junto e partilhar um pouco mais a vida um do outro. 

 

Gosto muito da miúda. E como nunca tive aquele sentimento de posse exacerbado sobre o meu filho, não vejo o actual momento como uma perda. Vejo antes como o culminar de um processo educativo e sentimental, onde lhe ensinei a usar as asas com que nasceu. A ser destemido. A ter princípios. A empenhar-se.

 

Estou feliz por ele.

Amanhã não sei como me sentirei (fisicamente), já que este fim de semana vou para Lisboa ajudar nas mudanças! 

Annabelle 2 - o filme

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A namorada do meu filho arrasta-me para todos os filmes de terror que saem no cinema.

O meu filhote esse, não vai nem chantageado. Esperto!

E eu bem, até gosto da emoção, desde que não seja terror puro.

 

Há uns tempos tínhamos ido ver o Annabelle. Não achei nada de mais, um filmezinho com algumas cenas perfeitamente esquecíveis. Este é um predicado importante para poder dormir nas noites seguintes sem imaginar coisas parvas.

 

Mas este Annabelle 2 é muito pior! Dormi bem nessa noite porque estava num ambiente normal, de amigos. Mas assim que cheguei a Itália e me vi num ambiente palaciano, com mobílias pesadas, de época, foi um ver se te avias!

Este armariozinho ficava no hall da minha suite. E tive de fechar a porta do quarto todas as noites, porque... bem, porque a imaginação é uma bitch. 

 

(a qualidade da foto está má, mas o objectivo era só enviar por whatsapp para a menina responsável pela minha ida ao cinema

J - Julgo um livro pela capa?

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Gostaria de dizer que não, mas não seria verdadeira. Já me aconteceu ser atraída por uma capa, ter ficado a ler um pedaço e ter comprado o livro. às vezes é uma desilusão, outras uma agradável surpresa...

 

Por 26 dias, a MagdaJustMaria João CovasSofia GonçalvesMulaAlexandraDrama QueenCaracolGorduchitaB♥Sandra.wink.winkFátima BentoCarla B. e Princesa Sofia e eu, respondemos a 26 perguntas sobre livros, tendo como mote o alfabeto. Às segundas, quartas e sextas, às 14h, não se esqueçam de cuscar as nossas respostas, em cada um dos blogs. Ou consultem aqui todos os posts publicados no Sapoblogs com esta tag .

O que vai ser de nós, se não cuidarmos do nosso Planeta? #2

Na continuação do post de ontem, medidas aplicadas em alguns países da Europa e que poderiam parecer improváveis, mas que resultam.

 

A Dinamarca reduziu as emissões de carbono em mais de 40% face a 1995. São 20 anos, pessoas!!

Faltam os 60% mais difíceis e acabaram de investir mil milhões de euros em turbinas eólicas para remover o carvão e petróleo do sistema de aquecimento. 

As empresas transformaram-se e usam já biomassa para substituir o carvão nas suas fábricas. Utilizam desperdícios florestais e palha fornecidos por agricultores locais (olhem aqui o resultado de uma limpeza florestal agendada), para produzir electricidade para as casas e aquecimentos.

 

Para além disso, a cidade de Copenhaga e os cidadãos, investiram em turbinas eólicas para a produção da sua própria energia renovável numa espécie de offshore que garante a essas cerca de 20.000 pessoas cerca de 6 a 7% de juros - bastante melhor que ter dinheiro no banco, não?

Em 2025 Copenhaga será totalmente auto-suficiente e toda a Dinamarca, em 2050, graças ao vento, sol, água, biomassa e calor geotérmico.

Já a Islândia começou em 1970 a alteração e é hoje 100% auto-suficiente graças à energia hidroeléctrica e geotérmica produzida pelo calor da Terra. Até a água quente vem da montanha e assim chega à casa das pessoas.

Outros países têm igualmente capacidades: França, Suíça, Alemanha, EUA, Japão, Itália, Etiópia, Quénia, El Salvador, Ilha da Reunião (esta já 35% auto-suficiente e a 100% em 2025).

 

E mais: produzir 1 watt solar custava em 1970, 60€. Hoje custa 0,60€ e continua a baixar. E assim que o painel solar esteja pago, torna-se gratuito. E já armazenável!

Uma pessoa de Copenhaga paga uma média de 60 a 65€ de electricidade num apartamento de 100m2. Que é basicamente o que nós gastamos e não temos aquecimento, certo?Portanto sim, é um grande investimento, mas o benefício volta.

 

Mas é preciso consumir menos, claro! Um carro de 1600kg transporta normalmente uma única pessoa. É muita energia e temos de nos desabituar. Como?

Em Copenhaga, 4 em 5 pessoas têm bicicleta. Percentualmente como funciona?

Pessoas a pé 20% - bicicleta 26% - transportes públicos 21% , ou seja 67% das pessoas não usam carro próprio. A Câmara pretende atingir os 75% em 2025.

 

E o que lhes mostrou a experiência? Que se fizerem mais estradas terão mais trânsito, e que se fizerem mais ciclovias e equipamentos para bicicletas, no espaço de 10 anos haverá mais gente a fazê-lo. E também sabem que se fizerem mais sítios convidativos para a vida pública, para as pessoas caminharem, teremos mais gente na via pública.

E por outro lado, o planeamento urbano tem impacto na saúde e na parte social das pessoas, porque estarão menos tempo sentados, ao computador, no sofá. Nada é mais barato para a cidade do que construir infra-estruturas para caminha e andar de bicicleta. E nada tem mais importância para a inclusão social, do que as pessoas se encontrem cara a cara, não tenham medo umas das outras. E isso fez com que a cidade fosse mais sustentável, mais segura e mais saudável.

Depois, os metros, comboios, ferries, estão em harmonia com o uso da bicicleta o que faz com que uma pessoa possa andar 80km sem precisar do carro.

Até 2040, a cidade planeia retirar todos os carros a gasolina.

 

Gosto destes políticos com visão:

"Não fazemos cidades para os carros serem felizes, nem para os urbanistas e os arquitectos modernistas serem felizes. Aquilo que planeamos e construímos influencia os comportamentos, escolhas e estilos de vida das pessoas. Temos de fazer as cidades de um modo que estas dêem qualidade de vida aos cidadãos."

"Quando nos pergunta como temos dinheiro para sermos livres de carbono e verdes, sou obrigado a responder: Como podemos não ter? Olhe para o mundo à nossa volta! Não há outra alternativa a não ser tornarmo-nos verdes. Aquilo que eu vejo é que as cidades querem fazer este trabalho, querem ser livres de carbono. Vejo as cidades como os líderes mundiais de hoje. Quando as nações falham, as cidades têm de assumir o controlo."

 

O programa tem 2h15 e fala de outras coisas como reciclagem, democracia, inclusão do povo nas decisões políticas na Índia, modelos de educação na Finlândia. É longo, mas vale a pena. E termina desta forma:

 

Não podemos prometer aos nossos filhos que o mundo mudará da noite para o dia. Mas podemos prometer-lhes que há soluções, que milhares de homens e mulheres estão a tomar posição todos os dias. E se dermos o nosso melhor, se todos unirmos as nossas forças e corações, podemos todos começar a mudar o mundo.

 

Junte-se ao movimento e encontre formas de AGIR

www.demain-lefilm.com

 

 

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