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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

E parece que o Natal está aí...

Não tenho sentido o espírito do Natal.

Ter andado em viagens sucessivas e as temperaturas inusuais não tem ajudado. Mas quando não sentimos o Natal, há que fazer algo e trabalhar o conceito e a preparação mental. Verdade que não sou uma pessoa muito "nataleira". Mas gosto das luzes, das decorações e da reunião à volta da mesa. Ainda que nunca tenha tido jantares de natal muito numerosos.

 

E portanto hoje montei a minha cortina de luzes na janela, fiz a minha "árvore-prato/travessa", alternativa a que me rendi depois do meu gatinho me arruinar a árvore o ano passado. Coloquei a minha coroa na porta e espalhei mais uns detalhes pela casa. Done!

 

E depois, comprei ontem (sim, ontem) a primeira prenda de Natal!

Portanto, acho que ainda há esperança para mim...

Cataratas do Niágara

Claro que indo ao Canadá, a Toronto, não poderia deixar de ir às cataratas. 

Bem sei que é turístico, blá, blá, blá, mas também é uma força da natureza. E eu adoro natureza e especialmente água. Sempre quis ir às cataratas do Iguaçú no Brasil, mas das duas vezes que lá estive, nunca se proporcionou.

 

Desta vez, e porque tinha poucos dias para visitar tudo, optei por tirar um dia e embarcar numa excursão completa. Já me estava a ver no meio de canadianas (o objecto) e andarilhos, mas acabei por ter sorte. Depois de um contratempo inicial em que eles me pediram para mudar o dia já que não tinham ninguém para a deslocação, enviei na véspera um email a pedir o reembolso do valor já que sendo o meu único dia possível, iria optar por alugar um carro. Afinal eles conseguiram que 9 pessoas agendadas para outros dias mudassem para a 3ª feira e lá fomos. Sorte das sortes, eram todos jovens e pouco menos jovens, da Austrália, Inglaterra e América. Foi giro ir assim em excursão. O único senão é que ao valor do bilhete completo devemos adicionar 10 a 15% de gorjeta a pagar directamente ao nosso guia.

 

Sim, fui numa daquelas viagens de barco. Quando se chega ali, tão próximo daquela turbulência, ficamos - apesar das capas que nos são dadas, completamente ensopados: calças e mangas de casaco. Valeu o dia estar de sol...

Já cá em cima, junto à queda de água. O barulho é ensurdecedor e a força da água, completamente arrebatadora.

Esta última foto foi tirada ao nível da água, dentro do barco, junto à primeira queda de água.

 

Fica a faltar um vídeo que fiz da queda mais poderosa, mas que ainda tenho de descobrir como passar para aqui.... 

 

 

Do outro lado, os EUA. Como os canadianos dizem com piada, as cataratas são muito mais bonitas vistas do lado canadiano, já que espreitando do lado de lá, só se vê o Casino e os hotéis... Outra particularidade é que os jovens vêm muito ao Canadá já que ali podem beber álcool aos 18, enquanto que nos EUA, só aos 21. Imaginam as farras do lado de cá?

Pormenor das Cataratas através do varandim de protecção

Foto global, com as duas quedas de água.

 

Depois das Cataratas e de almoçar (já agora eles só comem junk food), fomos visitar uma vinha e as caves do famoso vinho licoroso Icewine. É produzido a partir de uvas congeladas. A vindima é feita em Dezembro/Janeiro para que as uvas possam ser apanhadas congeladas das videiras, depois de 3 dias pelos menos de temperaturas abaixo dos 8ºC. E a colheita é feita à meia noite ou pelas 5h da manhã. Imaginam o frio?

Apesar de ser feito também noutros países como Alemanha e Áustria, o Canadá é o único que devido às suas temperaturas, consegue manter uma produção anual. Estamos a falar de valores altos, em que só a província de Ontário exporta cerca de 15,6 milhões de dólares. Uma garrafita de 375ml custa 40 dólares, só para terem uma ideia... Mas se pensarmos nas quantidades uva/vinho, percebemos rapidamente porquê. No vinho de mesa, cerca de 3kg de uva dá para cerca de 3 litros. Neste tipo de Icewine, os mesmos 3kg de uva congelada resultam em apenas 375 ml de icewine.

 

O Icewine branco a 35 C$ e o tinto (que não gostei tanto já que o sabor a framboesa era muito vincado) a 45 C$

Esta imagem, saquei-a do site da adega, já que nem fui à meia-noite, nem havia neve 

(Continua...)

Eu vou fazer pandã NUNCA!

Tenho lido por aí nos blogs e nas notícias de tendências de moda, a palavra pandã, pandam, pendant, enfim...

Sou só eu que acho que a plavra Pandã é uma não-palavra? E eu tendo o francês como língua materna, até sei de onde vem a expressão, mas... tenham dó! 

 

Vou continuar a usar o combinar, fazer conjunto. Só porque me apetece! 

Músicos que nos deixam

Há mortes que nos tocam. Que apesar de serem distantes, nos ligam a quem morreu e transformam essa distância em proximidade.

A nossa vivência é que nos faz eleger uns como importantes, e chorar a sua morte, enquanto outros, apenas lamentamos e passamos para o dia seguinte. No fundo, como as pessoas que nos rodeiam. Há pessoas cuja partida nos toca mais do que a de outras. A vida é assim, nada a acrescentar... 

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Estava em Toronto quando o meu filho me enviou a notícia pelo whatsapp. Fiquei em choque. Porque os Xutos são aquela banda com quem eu cresci. Tão intemporal e intergeracional. E o Zé Pedro, uma pessoa que acompanhámos e por quem torcemos a um dado momento.

 Hoje, a morte do Johnny Hallyday foi outro baque no estômago. Desde pequenina que me habituei a ouvi-lo em casa e basicamente em todo o lado. Digamos que ele é um Deus da música em França. E também ele, um dos intemporais e intergeracionais. Os concertos dele ainda hoje reuniam tanto miúdos de 10-11 anos, como pessoas que o começaram a acompanhar há mais de 55 anos. Mais de 100 milhões de discos vendidos. Imaginam? 

 

"De Johnny Hallyday não esqueceremos nem o nome nem a voz (...) e especialmente as interpretações que, com o seu lirismo bruto e sensível, pertencem hoje inteiramente à história da música francesa. Ele trouxe uma parte da América para o nosso Panteão nacional"  (comunicado emitido pelo Eliseu)

A caminho...

caminho de casa.jpg

E apanho o avião hoje logo a seguir ao almoço. Quase 21h de viagem daqui até casa, mas chego já, já amanhã.

 

Travar falsas urgências

Desta semana no Canadá, apenas trabalhei sexta, sábado e domingo.

Mas normalmente nestes poucos dias, o fluxo de trabalho é esgotante. De tal maneira que os meus colegas resolveram colocar esta folha na porta de entrada, para evitar as falsas urgências  (nada como boa disposição, apesar do trabalho)

Estes canadianos são uns amores 

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Saudade

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Tão simples, não é?

Se estou na recta final aqui por terras dos ursos e dos alces, e a saudade só já aponta para casa... há que procurar um fonte de conforto.

Pôr do Sol às 16h41

Este foi o pôr-do-sol ontem aqui pertinho de Toronto, onde agora estou.

Sim, leram bem - às 16h41... (21h41 daí).

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Second skin

É verdade que nunca fui uma pessoa friorenta. As minhas camisolas interiores são (eram) todas de cavas. Viver no Algarve ajuda...

 

Esta semana no Canadá, apesar de não estar neve - apenas alguma geada de manhã e ao cair da noite - efeitos do aquecimento global -, são no entanto quase 15 a 20º de diferença da minha temperatura habitual.

Vim preparada, claro. Equipada a rigor, com botas, boinas, golas, luvas, e as minhas novas amigas:

camisola-tc3a9rmica.jpg

Second Skin

Second skin significa segunda pele e é assim mesmo que me senti, com uma segunda pele. Comprei nas 3 cores disponíveis - preto, branco, pele. E tem sido uma maravilha. Presumo que quando voltar a Portugal, possa continuar a usa-las, voltando às camisola mais fininhas.

 

Só existe em tamanho único. E a primeira que comprei foi a medo. Mas aquilo estica, desde que se tenha cuidado com as unhas e em colocar as costuras correctamente nos ombros, não há problema. Voltei para comprar mais umas quantas.

O único problema que lhes vejo, é que quando um destes dias esteve frio à séria, vesti uma camisola com mais pêlo e este passou para a second skin. Mas pode ser que com a lavagem, saia... Se não sair, tenho de a deixar para aquelas camisolas mais complicadas. 

 

E só falta dizer que vocês já me conhecem, e portanto sabem que este post não é patrocinado. Resulta apenas do meu conforto neo-descoberto 

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