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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

Parecemos animais

 Quando se pensa naquelas situações de guerra e privação, até se entende algumas acções de pessoas que fazem tudo para sobreviver. Ainda que nos custe aceitar e ver algumas imagens.

 

Mas depois, há uma promoção à Nutella (à nutella senhores!!) e o mais comum dos mortais transforma-se no ser mais primitivo). Será essa a nossa essência?

Correio em declínio

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Percebe-se que os correios estejam em declínio. E não falo apenas dos nossos. Falo de uma forma geral e global.

 

Porque ontem quando cheguei a casa tinha um postal de um amigo que o colocou em Milão no dia 7 de Dezembro e chegou ao Algarve a 25 de Janeiro... parece ser demasiada negligência.

Ainda procurei por outros selos, para perceber se deu a volta ao mundo... 

Convite ao 2º Livro Secreto

Em Março 2017 aderi a esta iniciativa do 2º Desafio de Leitura  do Livro Secreto, que tem por coordenadora a MJ. Ao todo éramos 27, tendo cada um contribuído com um livro e que estão desde então, a circular pelo país à velocidade de um por mês. Fazendo as contas, dá um pouco mais de dois anos, até porque em altura de festas e de Natal, é normal que atrase sempre um bocadinho.

 

Basicamente aderimos ao grupo no facebook, as mensagens com as moradas chegam-nos via messenger com a indicação do dia limite para colocar no correio.

Nessa altura, recebemos também a nossa próxima leitura.

Pessoalmente, confesso que tem sido muito positivo. Li livros que nunca teria lido de outra forma. Alguns adorei, outros menos, mas nunca recusei a leitura de nenhum. Às vezes nunca lemos um determinado autor só porque não calhou e temos depois uma agradável surpresa. As anotações e sublinhados são bem vindos. São livros que vão ganhando sentimentos e alma, à medida que vão sendo lidos por outras pessoas. Quando daqui a pouco mais de um ano, quando o nosso livro voltar para nós, é suposto ter uma série de anotações e recados sobre o que mais foi tocando cada um. 

 

Mas entretanto tivemos 3 baixas. Porque a vida das pessoas às vezes muda. E portanto estamos com algumas vagas em aberto. Podemos continuar como estamos, mas achámos mais giro convidar alguém que tivesse pena de não se ter inscrito na altura e que pode assim apanhar o comboio em andamento. É o teu caso?

Pequenos Grandes pensamentos #52

No domingo à noite, vim do Norte. De carro a partir de Lisboa.

E a atravessar o Alentejo, naquela escuridão tão envolvente, apercebi-me do brilho das estrelas. E lembrei-me de uma frase que li há uns tempitos:

 

 Quando chove, procure o arco-íris.

Quando está escuro, tente encontrar estrelas.

Sem escuridão, elas não podem brilhar. 

Jogo da Alta Roda - o filme

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A semana passada fui ver este filme e por falta de tempo, acabei por não dar a opinião.

 

O filme, baseado numa história verídica é sempre um dos meus filmes favoritos e este foi baseado no livro que a própria Molly lançou em 2014.

Molly Bloom foi uma esquiadora que se tentava apurar para os Jogos Olímpicos quando durante a fase final sofreu uma queda que lhe travou os sonhos. Os seus sonhos e os do pai. Nunca tendo tido uma relação amistosa com o pai (ele era também o seu treinador), acabou por sair de casa

 

Molly (Jessica Chastain) começou a trabalhar num pequeno escritório imobiliário e é nesse local que o chefe a começa a aliciar para trabalhar uma vez por semana à noite, na recepção a jogadores de póker, que ele organiza.

Numa reviravolta da história, passa ela própria a optar por organizar os seus próprios jogos. Para isso, segundo consta, ajudaram os actores Leonardo DiCaprio, Matt Damon, Ben Affleck ou Tobey Maguirea, presenças assíduas nas suas mesas. Durante cerca de 10 anos, ela organizou os jogos de poker de alto risco mais exclusivos do mundo, em Nova York e depois em Los Angeles. Mas o dinheiro que tinha na rua em dívidas, fez com que abrisse as portas a jogadores mais duvidosos e foi assim que (aparentemente) sem dar conta, abriu as portas a elementos da máfia russa. Foi presa a meio da noite, com 17 agentes de metralhadora em punho.

 

O filme é todo contado no passado. A acção inicia quando, falida pelo facto do Governo Americano ter congelado todas as suas contas, decide contratar um advogado - Idris Elba, que numa fase inicial se recusa, mas depois percebe que Molly é muito mais que aquilo que os jornais tinham dado a parecer. Que dinâmica entre os dois!

 

Os diálogos entre os dois são ricos, rápidos, vertiginosos. Se nos distrairmos um segundo que seja, perdemos logo algum pormenor relevante da trama e puf... 

O filme tem uma voz off que vai explicando o passado e o sucessivo encadeamento de ideias - a voz da protagonista Jessica Chastain e que é fundamental para nos situar na trama de acontecimentos.

 

Gostei bastante. Aconselho!

Voar em segurança

Foi o que aconteceu em 2017.

Não houve qualquer vítima durante o ano passado. Em voos comerciais, claro está.

Foi já considerado o ano mais seguro de toda a história da aviação.

Entretanto foram batidos mais dois records: 398 dias sem nenhum acidente com passageiros e 792 dias sem acidentes com mais de 100 vítimas.

 

Apenas uma curiosidade, mas tranquilizador para quem como eu, viaja tanto e ainda para quem tem medo de andar de avião 

Viagem a Lisboa - Buddha Eden

 Mais uma vez, algum atraso neste segundo post. As festividades, as já duas deslocações ao Norte neste início do ano, impediram que este post saísse. Mas mais vale tarde...

 

 Bem, então no dia seguinte ao Pilar 7 e ao Ballet, dedicámos a manhã à visita do Bacalhôa Buddha Eden.

Este é o maior jardim oriental da Europa já que tem 35 hectares de extensão. 

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 O jardim foi iniciado em 2007, mas tem sido completado ao longo dos últimos anos. A ideia original nasceu para compensar e em resposta à destruição dos grandes Budas Afegãos de Bamiyan. Em 2012 o jardim ganhou a sua parte de arte contemporânea e em 2015, a parte da arte africana.

Todas estas secções estão estrategicamente colocadas entre lagos, cascatas, flora e fauna. Valeu a pena visitar e usufruir desta beleza tão singular...

 

3 fotos da secção Jardim das Esculturas Africanas, em homenagem ao povo Shona do Zimbabué

 

Jardim Oriental. Exército Imperial, esculturas, pagodes, lagos com carpas Koi.

 

Paisagens gerais

 

Estátuas várias

 

De referir que o Jardim está em constante actualização, pelo que todas as experiências de visita poderão ser diferentes. 

À saída, passamos pela garrafeira da quinta e aproveitei para comprar umas quantas garrafas de vinho para ofertas de natal. Achei os preços bem simpáticos.

 

Gostei bastante. Transmite uma sensação de paz e harmonia e impera a serenidade, o que nos faz sentir bem durante  passeio. 

Se não conheces, o que esperas? 

 

Primeira parte da viagem aqui, ao Pilar 7

45 Anos - o filme

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 Vi este filme a semana passada na RTP2 e tocou-me profundamente. É cinema europeu, portanto não se trata daquelas produções cheias de luz e glamour. A casa do casal poderia ser a casa de qualquer um de nós, às vezes a luz não parece ser a suficiente, mas é isso que nos faz mergulhar naquela vida e naquela rotina.

 

Kate e Geof são um casal inglês que vive numa casinha isolada, mas são felizes. Percebemos ao longo do filme que nunca tiveram filhos por opção, nunca tiraram fotografias deles por opção. Mas sempre viveram felizes. O que tinham  bastava-lhes. E ao vermos o início do filme, sentimos essa intimidade sã entre os dois.

 

Mas uma carta vem alterar tudo isso a 5 dias da festa do 45.º aniversário. Essa carta vem da Suíça e informa que o corpo da primeira namorada de Geof, Katya, foi encontrado. Ela tinha morrido tragicamente 50 anos antes durante umas férias do casal, ao cair numa fissura de um glaciar. Aquela notícia vai abalar a calma instalada. O passado começa a assombra-los e ele sente que deve contar algumas coisas. Assim, ela vai-se apercebendo que o passado foi um fantasma presente em todo o seu casamento.

O facto de não terem fotografias deles, uma opção comum. O facto de não terem filhos, outra opção comum. Mas percebe-se que acabou por ser opção comum pelo facto de ele ser inabalável e ela ter começado a defender esses mesmos ideias. Aliás como acontece/acontecia tantas vezes num casamento. Às tantas, não se percebe quais são as opiniões de um, de outro ou de ambos. 

Conforme a semana vai correndo e a festa se aproxima, mais detalhes vão sendo falados e a Kate apercebe-se que o passado do Geof com Katya (até o nome é semelhante), moldou o seu casamento e as suas escolhas enquanto casal.

 

 Ao descobrir fotos antigas (imensas fotos) de Ktya no sótão e apercebendo-se que ela estava grávida quando morreu, o mundo de Kate desmorona. Começa uma crise de falta de confiança. Mas na véspera da festa, de forma pragmática, Kate diz-lhe que não quer divulgar as dificuldades deles. Que vão deitar-se, levantar-se e colocar tudo isto para trás das costas. E no dia seguinte, ele parece outro homem. Fê-lo sem dúvida. E aí percebemos que ela sente mais dificuldades em seguir em frente.

 

Chega o momento da festa. A lista de músicas foi escolhida por eles, sendo a música para abrir a dança, a mesma do casamento deles. Smoke gets in your eyes. Toda a gente conhece, mas coloquei o vídeo no final para relembrar.

Eles começam a dançar, ele todo feliz, ela igual, mas conforme a música vai tocando, ela entra em vertigem. Num momento excepcional, em que o realizador se foca minuciosamente na sua face, percebemos que ela tem uma revelação acerca daquela música - a música deles - que afinal é uma canção sobre o fim.

 

O final é magistral. Um encerramento magnífico. Eu fiquei uns bons minutos colada ao sofá depois do filme ter terminado. A transformação no rosto dela enquanto percebe que a música foi sempre uma música sobre o amor perdido de Geof, que até na música de casamento o fantasma de Katya imperou, é espectacular. 

 É uma cena incrível,  em que alguns minutos valem pelo filme inteiro.

 

They asked me how I knew
My true love was true
I of course replied
Something here inside
Can not be denied

They, said some day you'll find
All who love are blind
When your heart's on fire
You must realize
Smoke gets in your eyes

So I chaffed them, and I gaily laughed
To think they could doubt my love
And yet today, my love has flown away
I am without my love

Now laughing friends deride
Tears I cannot hide
So I smile and say
When a lovely flame dies
Smoke gets in your eyes

Smoke gets in your eyes

As pesquisas portuguesas de 2017

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Cruzei-me com esta página numa revista e achei bastante interessante. Algumas perguntas parecem-me tristes, mas enfim... só porque diferem das minhas escolhas, não quer dizer que não as tenha de aceitar já que fazem parte do Portugal de hoje. 

 

O que tens na tua mala, Happy?

Bem sei que o pessoal do Norte, diz carteira. Mas eu sou rapariguita do Sul, portanto se não se importam e se for o caso, onde diz mala, leiam carteira, sff 

 

Tenho a confessar que vou mostrar-vos a minha mala mas não teria a mesma coragem de vos mostrar o meu porta-bagagem. E sim, o porta-bagagem é uma extensão da minha mala... Porque é onde eu tenho - entre outras coisas - os sacos do supermercado, os chapéus de chuva, os fios do telefone e carregadores caso seja necessário. Sim, quase, quase isto:

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Mas ainda assim, de vez em quando verifico a mala e descubro que podia perfeitamente viver/mudar de casa durante uma semana com o conteúdo da respectiva. E quanto mais stressada com trabalho ando, mais acumuladora fico. São talões de supermercado, recadinhos para não me esquecer de coisas, mais o resto do lanche de ontem, mais... mais... 

Mas o tamanho de mala que gosto é este, nem pequeno nem grande, de mão (só uso alça ou mochila nas minhas viagens) e com muitas divisões: 

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Já lá vai o tempo e a paciência de mudar de mala todos ou quase todos os dias. Fazia-o porque tinha de combinar com a roupa, claro. Já me deixei dessas amelices. Agora ando com a mesma até ela pedir por caridade que a deponha no caixote do lixo, ou que eu me farte dela. O que acontecer primeiro.

 

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Então vamos lá a ver o que tenho - porque tenho de ter - na mala:

 o meu bloco de notas - essencial para anotar ideias para os posts, impressões. Por enquanto é o que eu uso desde os Jogos Olímpicos 2016, mas quando terminar, já tenho outro na calha.

 a agenda que pelo segundo ano consecutivo é da Staples depois de ter usado durante décadas, as da PaperBlanks. Mas depois descobri estas, muito bem divididas, com espaço para escrever tudo e ainda a custar um terço do preço. Quem não mudaria? E não, ainda não me consegui render à agenda do telefone. Preciso de ter ali, escrito à mão.

 caneta, claro. Porque uma mente como a minha precisa. (e não é pelo brilhantismo, é porque me esqueço mesmo daquela frase deliciosa, ou da ideia que tive para um post)

Porta-documentos e porta-moedas. Usei até o ano passado uma carteira, mas acumulava muito lixo e acabava por ter de usar outra carteirinha com moedas e uma ou outra nota. A meio de 2017 optei por estas duas em tons de rosa pálido e não estou nada arrependida.

 nunca gostei de deixar os documento do carro dentro do carro. Para mim não faz sentido. E portanto comprei a bolsa brilhante com fecho em cima onde tenho todos os documentos do carro. Quase nunca lhe mexo, mas sei que está lá, no fundo da mala.

 dois telemóveis - o meu pessoal e o da empresa. Nada a fazer quanto a isso. Nesta foo só se vê o do trabalho (o outro estava a fotografar 

 durante anos usei um só porta-chaves. Depois um mecânico disse que isso fazia mal à ignição devido ao peso e passei a ter dois.

 batons. Normalmente um de cieiro e outro de cor. Normalmente - disse bem. Porque acabei de ir à bolsinha e tenho lá 6 batons, 6!! (shame on me). Creme de mãos não tenho na mala. Prefiro ter no escritório e ir pondo. A menos que vá de viagem e aí sim, levo uma versão pequena.

 quando sei que vou estar numa fila à espera, o livro do momento não pode faltar, claro!

 

E não tens óculos de sol, Happy? Perguntam vocês.

Tenho sim, todos os dias, que eu vivo no Algarve e aqui dá para usar o ano todo. Mas eu sou daquele tipo de pessoas que quando não estão empoleirados em cima do nariz, estão no cimo da cabeça, qual bandolete... (eu sei... )