A nossa esperança de vida esá cada vez mais longa.
Mas e a qualidade?
Principalmente em Portugal, não houve esse investimento.
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Um estudo a nível europeu e divulgado pela Universidade de Coimbra divulga números assustadores. Com duração de 3 anos e público-alvo específico: população com mais de 70 anos independentes o suficiente para se deslocarem ao Centro de Investigação. A premissa principal era ser saudável, ou seja não ser portador de doença crónica, ter autonomia na capacidade física e ainda uma capacidade intelectual.
Portanto de fora ficaram todos aqueles acamados e pessoas totalmente dependentes de outrém. Ainda assim, os nossos números são assustadores. Apenas 9% dos idosos portugueses com mais de 70 anos são considerados saudáveis. Quando comparamos com os valores superiores a 50% da Suíça e Áustria, os 38% da Alemanha e os 37% de França.
Esse estudo assusta-me, porque se pensarmos na média, será certamente pior. Esta média foi conseguida com os que estavam motivados para participar no estudo. Em Coimbra. Se for alargado ao resto do país, a dimensão pode ser francamente assustadora.
E o mais assustador é que percebemos francamente que as políticas actuais não pretendem centrar-se na Saúde e que a longevidade aumenta a cada ano. E que todos (ou pelo menos a maioria de nós) chegará lá.
Com que qualidade de vida?
Na minha cidade por exemplo, não há sequer um jardim onde os velhotes se juntem e possam jogar xadrez, cartas, enfim, algum tipo de estímulo. Mas pensando bem, para quê? Se qualquer das 1265 telenovelas a passar num qualquer dos canais entretém muito mais?? ![]()