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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

Desafio da escrita - dia 21: Água

 Não planeei nenhum texto hoje.

Mas fui a Sagres e aquela imensidão de água desperta sempre em mim uma gratidão e um fascínio, que me sinto inundada de uma grande happiness.

 

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Já tenho dito que não seria tão feliz longe do mar. Claro que o ser humano se adapta e eu sobreviveria de qualquer maneira. Mas não seria tão feliz!

Destralhei mais um bocadinho hoje

Ainda não tinha mexido na roupa de inverno. Aqui no Algarve, não tem estado frio. Uma camisa com algo pelos ombros tem sido suficiente.

 

Mas amanhã vou 10 dias para o Canadá e preciso de levar roupa mais quente já que por lá estão 6 a 8º de dia e -1º à noite. Não é muito frio, mas é o suficiente para agasalhar um pouquinho melhor.

Tirei TODA a roupa do roupeiro e acabei por descobrir roupa de verão que nem usei. Roupa de inverno que nem me lembrava já que tinha. 

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Coloquei em sacos para dar, toda a roupa que já nem me lembrava que tinha (uma amiga pediu-ma e assim vai para África). E a de verão que nem usei, as peças que não me lembrava também. Dois vestidos que tinha andado à procura e não tinha encontrado, deixei ficar.

 

A filosofia que usei foi:

Se nem me lembrava que tinha é porque não me faz falta!

 

Desafio da escrita - dia 20: Luz

A inveja.

Talvez seja o sentimento mais mesquinho que existe.

Eu entendo a inveja do ser, mas já não aceito a inveja do ter. Porque elas estão de alguma forma relacionadas.

Eu posso almejar ser como outra pessoa, ser mais bondosa, mais dedicada, mais altruísta, mais.. enfim... Mas quando vemos inveja, não é do que somos, normalmente é do que temos. E essa intersecção entre os sacrifícios feitos de um lado normalmente não transparece no outro lado.

 

Quando alguém tem luz própria, incomoda - e muito - os que estão no escuro. E procurar e captar a sua luz dá muito trabalho...

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The Fork Fest

O meu filhote andava mortinho para aproveitar a promoção The Fork Fest. Tínhamos andado a ver e pr'aqui para estes lados, pouca oferta havia. Desistimos.

 

Hoje recebo um mail e verifiquei que havia um restaurante em Sagres (eu adoro Sagres) que tinha aderido e até dia 28, desde que houvesse vaga, seria possível reservar. Jantares era para esquecer. Os únicos horários disponíveis eram 17h, 17h30 e 18h. Nós não somos ingleses, portanto gostamos de jantar um bocadinho mais tarde!

 

Almoço de sábado não dava também. Domingo. Ok domingo dá. Reservei.

E quando estou a finalizar, reparo na última indicação.

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  • Prefiro não beneficiar da oferta, com a bolinha para clicar optando por esta opção.

Mas QUEM é que perante uma oferta de 50%, opta por prescindir dessa mesma oferta???

Pas moi  

Desafio da escrita - dia 19: Aldeia

Sempre tive um fascínio por aldeias.

Tenho a certeza de que não conseguiria viver numa, mas acho fascinante toda aquela familiaridade, as histórias partilhadas.

O meu pai é de uma pequena aldeia do concelho de Mértola. Todos os anos lá íamos. Toda a aldeia é família. Uns mais próximos, outros mais afastados, mas todos primos e tios.

Andei a pesquisar fotos na internet e acabei por escolher esta, porque em todas as outras, a reacção foi:
Oh esta não que é a casa do primo. Ai esta também não que é o portão da tia-avó. E assim por diante.

 

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Sendo uma terreola vizinha às minas, há por ali muitos homens que trabalhavam como mineiros e alguns outros trabalhos, que a vida de alentejano não é fácil. Quase todos com terrenos e animais, há que cuidar das plantações e alimentar o gado.

 

Ainda conheci as minhas tias a irem à fonte comunitária lavar a roupa, fazendo uma trouxa perfeita para transportar alguidares cheios de roupa à cabeça. A lavagem da roupa era uma tarde toda. Que havia que ensaboar, colocar a corar espalhando a roupa por cima das ervas altas, arbustos, o que por ali houvesse. Depois, havia que enxaguar, dobrar no alguidar e fazer-se o caminho de volta que neste caso eram à volta de 5 km.

 

O pão era cozido em comunidade também. Acendia-se o forno comum e as pessoas iam à vez cozer os seus pães. Lembro-me que os pães se guardavam em tabuleiros compridos de madeira, tapados com um pano de algodão e assim se conservavam durante uma ou duas semanas.


As matanças do porco era igual. Todos participavam em todas e eventualmente, chegaria a sua vez de serem ajudados para precaver alimento para todo o inverno.

 

Até a ida à fonte buscar um jarro de água não era uma acção solitária porque certamente se encontraria alguém no caminho ou na fonte.

 

À noite, o encontro era no largo e por ali andavam os mais novos junto com os mais velhos. Ouvi tanta história contada por aqueles velhotes e que ainda hoje recordo.

 

A vida numa aldeia não tem certamente o interesse que atribuímos às cidades, mas tem as particularidades que unem as pessoas e que nos recorda que só podemos viver/sobreviver em comunidade.

E esquecemos isso tão frequentemente...

Desafio das 52 semanas - Semana 42

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Queres acertar no meu presente? Então dá-me… 

 

Bem sei que o Natal está à porta. Fiz esta semana a minha primeira compra. Uma. Só uma.

O que seria o meu presente ideal? Uma viagem à volta do mundo. Sabem aqueles bilhetes de avião que dizem Volta ao Mundo? Esse mesmo! Um bilhete em que eu poderia voar daqui para acolá (sempre no mesmo sentido já que não é permitido voltar para trás) e andar assim durante um ano. Até estou a babar com a ideia!!

 

Como sei que não vou receber isso (e para além disso, duvido que o meu patrão gostasse da ideia), pronto, pode ser um livro, uma mala ou um anel.

 Fico feliz com qualquer um desses  

  

Neste TAG participam para além de mim, a 3ª face, a Ana, a Ana Paula, a Catarina, o Carlos, a Carlota, a Charneca em Flor, a Daniela, a Desarrumada, o David, a Fátima, a Gorduchita, a Hipster Chic, a Isabel, a Mãe A, a Mariana, a Maria Mocha, a Marquesa de Marvila, a Mimi, a Paula, oP.P, a Sweetener, a Sofia, a Tatiana, a Tita e o Triptofano 

(nomes ordenados alfabeticamente)

Espreitem o que cada um de nós vai respondendo ao longo do ano também podem espreitar pela tag  52 semanas

Desafio da escrita - dia 18: Laranja

Esta laranja da foto é espanhola. Deram-me laranjas quando estive em Valência em Fevereiro e não ficam a dever nada em termos de qualidade, à nossa Laranja da Baía.

O certo é que coloquei uma no carro e todos os dias quando entrávamos, tínhamos um carro hiper-perfumado. 

 

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Mas a história que vos queria contar é claro sobre uma laranja apetecida mas nunca comida.

Estava no Norte e alguém me deu uma laranja (agora que penso nisso, tenho recebido algumas laranjas ao longo da minha vida. O que significará?) que eu reservei para mais tarde na viagem.

Um imenso calor. Coloquei a laranja no tablier do carro e iniciámos a viagem para Lisboa. Pela Nacional claro está, que na altura não havia cá esse luxos de passear pelas autoestradas.

Um imenso calor. Resolvemos abrir as janelas que já ninguém podia mais.

 

E de repente, numa curva, a laranja rola em todo o seu esplendor e sai carro fora, para local desconhecido...

Foi um gozo até Lisboa porque eu fiquei mesmo desconsolada e todos diziam que ela tinha fugido de mim a sete cascas!  

Livro Secreto - Round XVI

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Este foi o último livro recebido do nosso Clube Livro Secreto.

Andava em pulgas para que ele chegasse à minha caixa de correio.

 

Amei a personagem.

Ove segue as rotinas e gosta que a vida seja assim cheia de regras, já que só as regras permitem uma vida alinhada.

Ove é o típico homem de terceira idade rabugento. Mas que se permite mudar e perceber que foi a forma como começou a ver os outros que lhe proporcionou um final de vida mais feliz. Trata-se de uma bonita lição de vida.

 

É um livro delicioso, ternurento, em que apesar de rabugice, sentimos empatia com o Ove e permitimos que nos divirta com as suas manias irritantes. 

 

Não me vou alongar com a história, só dizer que quero muito ver o filme de seguida. Estou só a deixar que a poeira assente para não ter o livro tão presente.

 

Livro enviado por mim: "Ferrugem americana" de Philipp Meyer

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Fevereiro 2017 - "Às Terças com Morrie" de Mitch Albom

Março 2017 - "Obrigada pelas Recordações" de Cecelia Ahern.

Abril 2017 - "O Velho e o Mar" de Ernest Hemingway

Maio 2017 - "O ladrão de Sombras" de Marc Levy

Junho 2017 - "O Talentoso Mr. Ripley" de Patricia Highsmith

Julho 2017 - "Os Olhos de Ana Marta" de Alice Vieira

Setembro 2017 - "Palestina" de Hubert Haddad

Outubro 2017 - "Homens Imprudentemente Poéticos" de Válter Hugo Mãe

Novembro 2017 - "O Carteiro de Pablo Neruda" de António Skarmeta

Dezembro 2017 - "As Asas do Amor" de Nicholas Drayson

Janeiro/Fevereiro 2018 - "Viagens" de Magda Pais 

Março 2018 - "Em teu Ventre"  de José Luis Peixoto

Maio 2018 - "O Diário Oculto de Nora Rute" de Mário Zambujal

Julho 2018 - "Rosa Brava" de José Manuel Saraiva

Agosto 2018 - "Uma Praça em Antuérpia" - Luize Valente

Desafio da escrita - dia 17: Relógio

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Um relógio semelhante a este calhou em herança. Da minha avó, que tinha uma grande estima por ele.

 

Eu recordo-me de estar na altura dos pesadelos e dos monstros debaixo da cama. Na casa da minha avó no Alentejo, esse som compassado, o ritmo esperado e antecipado conseguia sempre acalmar-me. 

 

Durante as férias, aquele cuco era o meu melhor amigo. O amigo noctívago porque durante o dia, tinha amigos de carne e osso e estávamos sempre muito ocupados para pensar em monstros sub-camais. Tínhamos de andar de bicicleta, apanhar canas e amoras, fazer o caminho até à vila (e que nenhum adulto desconfiasse que nos afastávamos tanto!), apanhar figos. Lembro-me agora que foi no Alentejo que descobri a minha primeira laranja sanguínea (ou laranja vermelha)...E se gostei...

 

Há uma história muito gira sobre um relógio:

Um camponês perdeu um relógio valioso no celeiro. Procurou em vão e pediu a um grupo de meninos e meninas se o ajudavam a revirar tudo. Deu recompensa mas mesmo assim, ninguém encontrou.

Quando estava quase a desistir, um menino veio ter com ele e pediu para tentar sozinho. O camponês, que não tinha nada a perder, acedeu.

Algum tempo depois, o menino saiu do celeiro com o relógio na mão.

- Como conseguiste encontrar ??

A criança respondeu que não fizera nada, a não ser ficar sentado no chão, em silêncio. Em silêncio, conseguiu ouvir o tic-tac do relógio e foi na sua direcção.


E muitas vezes é assim, precisamos de ter paz na cabeça para pensarmos melhor .

Mid-Air tents

Ouvi falar neste conceito pela primeira vez em Agosto quando estive na Suécia.

Estavam a ser defendidas acerrimamente pelo facto de serem atadas às árvores ou umas às outras, não estragando assim as plantas no solo.

São também mais confortáveis, já que nem colchão é preciso. Apenas uma escada de corda para sair...

 

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Aparentemente, ainda que seja confortável para uma só pessoa, fica muito mais aconchegante quando duas pessoas equilibram o espaço.

Mesmo quando chove, não se sente a humidade do chão, e o vento não se torna tão incomodativo.

 

Quem não apreciou a experiência, queixava-se que apenas de que em posição deitado era confortável, mas quando se queriam sentar, ficava mais apertado. Só isto.

 

E vocês, já conheciam?