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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

Tudo de pantanas # 27

Um casal da República Dominicana teve de ir de emergência ao hospital.

E ele, com cerca de 40 anos (já com idade para ter juízo), teve de ser submetido a uma cirurgia de cerca de duas horas de duração.

 

E para quê, perguntam vocês...

Para retirar uma lata de ambientador do recto! Objecto esse que, segundo a mulher, tinha sido introduzido a pedido do marido, durante a relação sexual.

 

Vou-me coibir de fazer piadas acerca do spray se tratar de um ambientador, tá?  

 

Filhotices #34

Esta história precisa de uma introdução.

Quando o meu filho nasceu, tive de levar uns pontos porque o rapazote tinha uma cabeça avantajada.

Nos meses seguintes, sempre que lhe comprava roupa, verificava se a camisola tinha abertura atrás ou lateralmente no ombro, já que se tivesse apenas a abertura normal, era certo e sabido que não passaria na cabeça.

O filhote cresceu a ouvir esta e outras piadas sobre o tamanho da sua cabeça. E sempre achou piada, talvez porque com o passar dos anos, a cabeça ganhou uma proporção com o corpo perfeitamente normal.

Ainda assim ele não se livra da piadinha ocasional! 

 

Introdução feita, vamos à história propriamente dita...

Recebi uma chamada de manhã. O convite era para o meu filho. Um trabalho extra que implica andar de moto (a uma velocidade moderada). Disse que sim e que falaria com o pequeno mais tarde.

Ele ficou entusiasmado.

 

Já a lavar os dentes, lembrei-me:

- E qual é o tamanho do teu capacete?

- L

- Então tens de os informar, porque andar dois dias com a cabeça enfiada num capacete mais pequeno é obra...

- Sim, vou pedir L ou XL!

- Pois, acho bem porque tu... (neste ponto ele interrompe e diz:)

- Sim, eu podia ir para o carnaval de Torres Vedras!!   

 

Se fosse possível o que mudarias na tua vida?

Estava há dias a pensar com os meus botões acerca da minha vida.

Mudaria alguma coisa se pudesse?

 

Estou a viver na região que gosto. Sofri durante algum tempo da ressaca de viver em Lisboa. Mas ressaca é isso mesmo, não é? Já passou. 

Habituei-me à tranquilidade e ao bom tempo do Algarve. Adoptei esta terra. Simbiosei-me e assumi estes costumes. Este arrastar na pronúncia, este viver mais devagar. Tenho tempo para mim e para as minhas actividades, mesmo trabalhando 7 horas por dia.

 

Vivo sozinha. Agora com o filhote, pontualmente. 

Gosto do meu espaço, do meu tempo. Não quero mudar. 

Gosto quando o filhote está cá, e gosto quando se vai. 

Não sinto falta nenhuma de viver com um homem. Aliás, duvido que conseguisse voltar a co-habitar com outra pessoa. Teria de ser uma pessoa que aceite esta minha necessidade de ter o meu tempo. Que aceite ter uma casa dele, em conjunto com uma casa minha.

 

Tenho um trabalho que gosto. Que me cansa às vezes, mas que eu pontilho de viagens e pequenas ausências e por isso, me sabe tão bem. 

Tenho uma actividade extra-laboral que me faz viajar, conhecer mundo e pessoas. Que me faz testar os limites quando sou eu que assumo o projecto. Que me pressiona q.b., e me faz soltar alguma adrenalina.

Ao mesmo tempo, que me traz tanta boa disposição!

 

Por isso, nesta fase da minha vida, não, não mudaria nada!  E eu sei o privilégio que é poder dizer isso  

As argoladas da Happy 2

Há uns bons anos, eu fazia desporto federado.

Criei com uma amiga uma equipa feminina e procurámos patrocinadores.

 

Um dos patrocinadores, um CEO de uma conhecida marca do mercado teve uma reunião connosco e acertou valores, assinámos contratos e definimos calendário.

Enquanto aguardávamos que a secretária tratasse das cópias e carimbos do contrato, ficámos à conversa com o senhor.

 

Às páginas tantas, uma pergunta:

- E se me permitem, como fazem quando estão com o período? Sim, porque aquilo ainda são uma horas, não é? (de referir que com "aquilo", ele se referia à duração da competição)

 

Happy, toda lançada:

- Não, aquilo ainda dura uns dias! (referindo-me claro, à duração do período!) 

 

Claro que ainda hoje sou alvo de troça de quem conhece a história!! 

Cheerleaders

A Final SuperBowl nos EUA, que aconteceu há uma dúzia de dias, teve uma inovação: cheerleaders masculinos!

 

 

 Esta 53ª edição deu aquilo que pretendeu ser um passo em direcção à igualdade de género, nesta altura em que a instituição de cheerleading tem os holofotes dirigidos. Mas é preciso muito mais do que 2 homens completamente vestidos (!) para se poder considerar um passo em direcção à igualdade de género, não acham?

 

Sou só eu que vejo uma grande disparidade na foto?

Onde está a pele, no caso deles?

 

As argoladas da Happy 1

Sempre tive este problema. Conheço muitas pessoas e tenho dificuldade em associar um nome a uma cara, quando se trata de meros conhecidos.

 

Domingo estava em Paterna com uns amigos e alguns colegas.

Vejo uma cara conhecida e dirijo-me a ele. Um grande abraço (que os espanhóis gostam e cumprimentam-se com abraços), e um Hola, como estás? muito sonoro e vivo!!

Entretanto juntaram-se outras pessoas, e quando me apercebi, o grupo estava dividido em 3 ou 4 micro-conversas. Perguntei a um amigo: quem é aquele senhor? Eu conheço, mas não me lembro do nome...

 

Aquele? É o Alcaide de Valência!

 

Pois!  Só faltou fazer-lhe uma festinha na face!! 

Cuevas

O que me dá gosto em viajar é a constante descoberta.

 

Eu nunca tinha estado em Paterna, uma pequena localidade perto de Valência.

Conheci pessoas que me falaram das cuevas. Uma delas, mulher de um amigo meu, tinha mesmo nascido numa dessas cuevas.

 

As cuevas com as suas chaminés e/ou respiradouros são um dos pontos mais interessantes da localidade. Basicamente são casas subterrâneas e cujas chaminés são a única coisa visível. Metade da população residia nestas casas, e começaram a ser abandonadas na década de 50. Apesar de algumas das 500 casas continuarem a ser habitadas, a maior parte servem apenas de exposição. 

Pelo que pude compreender, há dois tipos de cuevas. As que têm fachada com portas e janelas e as que desembocam numa praça comum, sem qualquer fachada para a rua.

cuevas.jpg

 

O que me foi contado é que sendo Valência uma zona quente (ainda este fim de semana estavam 20º), estas casas eram mais temperadas.

 

Não é o que encanta? Descobrir estas coisas diferentes por aí?

Encontrar uma voz  

A Fátima diz que perdeu a voz.

E eu só me apeteceu chorar. Quando entrei neste mundo de blogues, ganhei muita empatia com ela. 

Conhecemo-nos. Jantámos juntas. Fomos ao cinema juntas (já que é uma paixão comum), encontrámo-nos por diversas vezes.

 

Portanto foi um choque, digamos que anunciado dada a sua ausência prolongada, quando ontem vi o post dela. A verdade é que nos habituamos à convivência diária e depois nos custa perder um dos elementos da família.

Mas tenho para mim que ela precisa apenas de redefinir a sua voz, tentar dar uma nova direcção ao blog, que lhe cause mais motivação. Esperemos que eu tenha razão e que ela esteja apenas à procura de um novo formato, de uma voz que a impulsione! 

Filhotices #33

Venho falar de pensão de alimentos.

 

O meu filhote viveu com a namorada o ano passado. Depois, com a faculdade, o trabalho e a vida a acontecer, tiveram de voltar à situação anterior de cada um em sua casa. 

Como entretanto nos anos ele tinha oferecido um gatinho à namorada, quando passaram a viver em casas diferentes, o gato ficou com a menina. Até porque existia entre eles uma afinidade que não existia com o meu filho.

 

Combinaram que apesar do gato ficar com ela, dividiriam as despesas... daí a tal pensão de alimentos!     

E então foi com um misto de estupefacção e de divertimento que assisti no outro dia a este diálogo:
- Como é que gastaste mais do que 20€ este mês??

 

(eu sei que o meu filhote é muito poupado, mas às vezes passa para o outro lado e... como é que se diz? é ... somítico, com tudo o que de bom e de mau essa característica comporta)