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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

O meu pai finalmente teve coragem

Os traumas são complicados.

O do meu pai tinha 37 anos e resume-se a uma operação simples que o pai do meu pai fez e que terminou quando ele não acordou da anestesia. Coisas que a ciência e os erros humanos nunca explicam.

 

Há quase 20 anos que o meu pai tinha dificuldade em urinar. Nunca mais do que umas gotinhas de cada vez. E nunca sem dor.

Volta não volta, lá tinha de ir às urgências porque a dificuldade era tanta, por vezes sangrava. Enfim, todo um filme.

Mas ele não arredava pé - Operado, NUNCA! 

 

A médica dele é mulher. E aparentemente isso teve toda a importância para o desenrolar da história. Mandava fazer uns exames, alguma medicação e pronto. Quando resolveu consultar um médico-homem já entradote na idade e na experiência, ele foi categórico e disse que ele tinha mesmo que ser operado, já que só assim ganharia qualidade de vida. Ainda para mais, não era cancro, era apenas um tamanho desmesurado da próstata, que tinha o riplo do tamanho...E a semente foi plantada. E o meu pai foi-se convencendo.

 

No dia de ir para o hospital, despediu-se dos animais, das ervilhas, das favas, dos... vocês percebem a ideia... 

 

Foi internado. Passadas 4 horas foi levado na maca. O olhar que nos deitou foi de despedida. Ainda na mesa de operações, comentou com o cirurgião que o pai não tinha acordado da operação dele. Último lamento.

 

Há dias, tirou os agrafos, já está a trabalhar, está feliz da vida e só lamenta não ter tomado esta decisão mais cedo. Foram quase duas décadas a sofrer...

 

Cá está - a vida foi o que ele quis que fosse, enquanto não quis mudar. Durante 20 anos. E agora, a vida também é o que ele quis que fosse, depois de ganhar a coragem de mudar!

 

Às vezes já vai tarde, mas ao mesmo tempo, nunca é tarde.

 

Isto da dieta #19

Há coisa de dois meses, lá no pilates, a instrutora colocou-me nas sedas. Fiz exercícios de costas, pernas, braços e abdominais com base nestas fitas.

 

A páginas tantas, pediu-me para fazer um exercício específico que envolvia a força exclusiva dos abdominais. Basicamente, da posição de deitada, ficar assente apenas no rabo, levantando as pernas e o tronco até juntar as mãos aos pés. Parece fácil, não é? 

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Não consegui fazer nem um... 

 

Mas ontem... ontem repetimos essa vaga de exercício e gente... fiz 25! Sem grande dificuldade, ainda por cima!! 

E desisti nem tanto pelos abdominais, mas pelas cãibras nos dedos das mãos, onde tinha uma bola de quilo e meio em cada uma. 

 

A caminho de ser fit! 

 

O receio do desconhecido e as reviravoltas

Eu não sou temerosa. Sou de ir.

Ainda assim, quando se colocou a hipótese de ir para o Ruanda trabalhar durante uma semana, fiquei um pouco receosa. Porque já tinha ouvido tanto negativo sobre África, sobre as pessoas, sobre o quão difícil é conseguir algo por aquelas terras.

 

Preparei-me bem. Até talvez em demasia, se é que tal existe.

E trabalhei como nunca. A verdade é que me fez voltar um pouco à essência da minha função. Aqui na Europa e na América, pressupomos que as coisas aparecem feitas, tal é a facilidade que a engrenagem já tem.

Ali, tive de me preocupar com coisas básicas, que há anos não pensava. Tudo tinha de passar por mim, tudo tinha de ser feito por mim.  Levei daqui formulários, preparei abordagens. Passei-lhes tudo o que pude para pens, para pc's. Ensinei, claro. Ensinei tudo o que consegui.

 

E saber que lhes deixei um pouco de mim e que eles se lembrarão de mim na próxima vez em que o fizerem daquela forma - e que o saberão explicar - deixa-me um bom sabor e alegra de certa forma a minha viagem e a minha experiência. Não sou a mesma pessoa. Por isso, 

 

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E por tudo isso, quando fiz o meu relatório, manifestei o meu prazer em ter ido lá, na esperança que me enviem para mais países carentes, onde eu ainda possa fazer MAIS a diferença.

Agendar, cancelar e re-agendar!

O tempo tem sido escasso. Muitos afazeres.

 

Ainda hoje tinha 3 compromissos. Um às 8h00, um almoço e uma saída à noite.

Ontem quando percebi que tinha duas coisas para a hora de almoço, movi uma delas para as 8h00.
Tomei duche, tentei despachar-me e enquanto estava na casa de banho, só ouvia mensagens a entrar no telemóvel.

 

Cancelado o das 8h00 e o do almoço - Até me desatei a rir sozinha! Não há fartura que não dê em fome (eu sei que é ao contrário, mas aplica-se aqui tão bem...)

 

Acabei por ligar para repor o das 8h à hora de almoço. Há dias assim!! 

Um bom fim de semana!

Apesar do tempo não ser igual em todo o país, se tiverem a sorte de um bocadinho de sol, aproveitem!!

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Champôo vs amaciador

Tenho debatido isto com muitas pessoas e nem todas compartilham da minha opinião.

 

Tenho para mim que o tamanho das embalagens do champôo e amaciador é desproporcional.

E afasto já as famílias em que todo o agregado familiar usa o mesmo champôo, porque como é certo e sabido, a menos que os homens tenham uma grande gadelha cabeleira, não usam amaciador. Ou pelo menos, não com o objectivo que nós mulheres, usamos.

 

E então a minha questão prende-se com o facto de as embalagens de shampôo serem maiores que as de amaciador. E no meu caso, gasto mais amaciador. O que faz com que tenha de ir a correr comprar mais, quando o frasco do shampôo ainda está feliz e se recomenda.

 

No meio dos meus conhecidos, a maioria não se sente solidária comigo.

E vocês?

 

Isto da dieta #18

A verdade é que já atingi o meu objectivo.

 

Hoje na balança, -24,1 kg.

Lembrei-me de ir buscar as minhas calças mágicas. As da Salsa de 2008. As que já tinha experimentado algumas vezes como forma de controlo. As que me serviam de referência.

 

Coube. Arrisco até a dizer que à vontade.

 

Não fiz dieta durante a semana que estive no Rwanda. Nem podia, já que a oferta é tão diferente da nossa, mas corri todos os dias de manhã. Mesmo nos dias em que tinha compromissos às 7h30, levantava mais cedo e ia. Sozinha, de noite, sabendo que o nascer-do-sol compensaria o esforço...

 

Não sei como vai o meu organismo reagir nas próximas semanas. Vou continuar o exercício, vou manter a alimentação, se bem que a vá adaptando às recentes tendências do meu filho de se tornar vegan. 

Ainda ontem fiz um empadão de tofu com courgette. Estava bem bom! 

Ruanda #1

Ia com alguns receios para esta viagem.

Já estive diversas vezes no norte de África, mas o Rwanda fica mais a sul, entalado entre países como o Uganda, Congo, Tanzânia, Kenya.

 

Mas num resumo muito resumido, adorei a experiência.

As pessoas são muito amistosas, a sociedade é moderna, a forma como sobreviveram e a forma como ultrapassaram  o Genocídio de 1994, é impressionante. Falarei disso mais resumidamente mais tarde. É realmente uma grande lição de vida.

Ruanda.jpg

(marcha normal ao longo das estradas)

 

Mas o que me impressionou foi a humildade das pessoas, o quão longe estamos como sociedade e como pessoas, do básico, do que assumimos como adquirido.

 

E pensei muitas vezes, ao ver crianças a desempenhar funções familiares, que os nossos filhos têm a vida, hoje, demasiado facilitada.

Eles não sonham sequer o privilégio que é nascer na Europa...

 

Gosto de publicidade

Mas da boa.

Delicio-me com um bom comercial. Pena é serem tão raros...

 

Ontem ao aterrar em Lisboa e à espera da minha querida mala, deparei-me com esta publicidade.

Sagres.jpg

Eu até gosto mais da outra cerveja que começa igualmente com S, mas... Tenho de admitir que esta publicidade está de mestre!!

 

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