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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

Voe com responsabilidade

A última entidade que imaginaríamos a incentivar não usar o avião é uma companhia aérea, não?

Mas foi isso mesmo que a KLM fez.

A KLM quer por toda a gente a pensar num futuro mais sustentável, a pensar na nossa Terra. E foi por isso que este vídeo despromocional foi lançado. 

Porque não viajas de forma mais sustentável? Precisas mesmo de entrar neste avião?

 

A ideia subjacente ao vídeo é que antes de pensar em comprar o bilhete, coloquemos as seguintes questões:

Preciso mesmo de reunir-me cara a cara?

Posso [em vez do avião] apanhar um comboio?

Ou, em alternativa, Consigo levar menos bagagem comigo?

Gostei!!!

 

Conheci as goji

Não, não tenho andado noutro planeta!

Claro que conheço as goji desde há uma meia dúzia de anitos.

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O que eu nunca tinha comido eram bagas frescas. E este fim de semana, no mercado semanal, a velhota agricultora que me vende os ovos tinha para venda. Comprei e provei. Bem bom!!

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E vocês, conhecem?

Quem quer ir à venda de gaveta?

Nos Estados Unidos, quando querem vazar um bocado a garagem, fazem uma venda de garagem, certo?

 

Eu cheguei à conclusão que a minha gaveta das cuecas, depois de TODAS lavadas, secas e arrumadinhas, estava assim...

IMG_20190529_084609.jpg

Preciso de ajuda, não preciso? 

 

Balanço de duas semanas sem carro

Passaram 15 dias e é tempo de fazer um balanço. Será que desisti passados uns dias? Será que me mantenho fiel e cada vez mais convencida?

 

A verdade é que já há peripécias. E um balanço extremamente positivo.

Antes de mais, de referir que comprei um cesto! Sim o Je tem um cesto que prende à bicicleta com um daqueles elásticos próprios das bicicletas e que serve para meia dúzia de compras. E é térmico, perfeito para o verão!! E tenho uma campainha, que se revelou ser muito, muito importante para não atropelar algum peão nas zonas onde bicicletas e peões supostamente convivem. Também tenho um capacete de ciclismo claro, que a idade já não permite aventuras...  

 

Nos dias em que não prescindo da feminilidade que um vestido aporta, tenho de ter dupla atenção. No outro dia, vinha com um vestido comprido, e prendi a ponta na corrente. Apercebi-me logo e retirei-a. No mesmo dia, custou-me horrores a chegar a casa. Por mais que pedalasse, aquilo não andava. Mas que coisa, este vento!!! Só quando cheguei a casa e desmontei é que vi que o laço que atava atrás no vestido se tinha desmanchado e tinha ficado onde? Entre a roda e o travão. Ou seja, eu pedalava e o vestido travava ao mesmo tempo.  Arrumei-o de vez que os meus inimigos, gosto de os manter longe! 

 

Esta semana resolvi ir buscar laranjas à EN125, fora da cidade. Mas tinha deixado o cesto em casa. Não faz mal, hei-de arranjar uma solução! Comprei um saco de laranjas, atei-o, prendi com os tais elásticos e voltei a caminho da cidade. Só que pisei uma irregularidade na estrada e... o saco desprendeu-se! Se viram uma senhora a apanhar laranjas do chão na 125, já sabem, era eu!!  

 

E depois, a parte melhor: Andar com tempo, sentir o calor e o vento nos cabelos, ter mais tempo para reparar em certas coisas que de carro nem via! E na consulta da semana passada, apesar de não ter perdido peso (ganhar um quilinho foi resquício do casamento), a minha massa muscular subiu 1.6% e a gordura desceu 2,1%.

E claro, estou a gastar menos gasóleo, já que só o uso o carro quando faço o avio semanal ou ao fim de semana quando saio da cidade!

 

Digam lá se não é uma win-win thing?

 

Estudos a torto e a direito...

Espanta-me a quantidade de estudos que proliferam por aí. Bem sei que muitos são encomendados e portanto, o resultado está viciado logo à partida, mas a verdade é que na mesma semana podemos ler um estudo que diz que faz bem comer alcachofra e outro que diz que não, que não a devemos comer...

E nós bem mandadinhos, ora comemos azeite e salmão e sardinha, ora os evitamos...

 

Mas o que mais me impressiona é a quantidade de desconhecido que ainda hoje no século 21, alguns assuntos evocam. Estou a lembrar-me por exemplo do novo órgão humano descoberto em meados do ano passado. Por isso e porque ainda há muita doença sem cura, ficamos a torcer pelo avanço tecnológico que permita aos cientistas novas descobertas.

 

Na semana passada, li atentamente este estudo que diz agora que as células cancerígenas são "alimentadas" pela vitamina C, algo que supostamente sempre vimos como saudável...

Mas o mais impressionante é que parte desse estudo é de 1993 e muita gente que sofre da doença nem nunca ouviu falar de tal... Claro que o reverso da medalha é que é essencial ao organismo... E no meio de todos estes estudos, nós o Povo, não sabemos onde é que temos pé...

 

Adorei o Rwanda #1

Cheguei a Kigali e tinha pessoas à minha espera. Confesso que receei que não estando, o que faria. Nem sabia o hotel onde iria dormir! Aliás, pensava que seria em Kigali, quando na realidade foi em Huye. Bem vistas as coisas, apesar de serem 129km de distância, levámos quase 3 horas a chegar lá. Não que as estradas fossem más, mas de noite e sem linhas marcadas, foi mais complicado. 

Foi-me explicado que o Ruanda é o país das mil colinas. Nada disso pude comprovar nesse dia. Comprovei sim a imensidão de estrelas que ali em pleno descampado e com o foco de luz mais próximo a algumas dezenas de quilómetros, a que assisti. Parecia que me engoliam. Não vou esquecer aquela sensação de imensidão tão cedo...

 

Cheguei finalmente ao meu hotel já tarde. Cheia de expectativas acerca do mesmo, da cama, das condições que teria. Logo ali, apesar de haver elevador (que nunca vi a funcionar, diga-se de passagem) tive de levar a mala grande por dois andares de escada acima. A rapariguita ofereceu-se mas ela era tão fininha que francamente me senti mal e disse que não, que a levaria eu. Raios m'a partam que ia morrendo por ali acima!! 

 

Quarto. Respirei de alívio. Mas a rapariga abriu-me a porta, indicou-me as garrafas de água (que colocavam religiosamente no quarto e casa de banho todos os dias) e ia-se pôr na alheta. Ei!!! Onde vais???? Tive de a chamar. Como se fazia a cama??

É porque quando cheguei, estava assim... (esta foto é de outro dia, já de dia) e eu não fazia a mínima ideia de como se montava a coisa. Na foto seguinte (cliquem na setinha), têm a cama como me deitei nela. Tão aconchegante!! Uma das melhores camas dos últimos tempos...

 

No dia seguinte, com a ansiedade, acordei bem cedo. Vesti o equipamento, e saí para correr um pouco e conhecer as redondezas. Tirei uma foto do alojamento para poder mostrar caso me perdesse (o que aconteceu ) e fui à descoberta! 

Achei as pessoas muito amistosas, a cidade nova (depois saberia que o país é novo porque após o genocídio de 2004, quiseram reconstruir tudo e avançar), tudo limpo, as obras a avançarem rapidamente (durante a semana que lá estive eles construiram literalmente à mão um passeio de uma avenida com cerca de 1km, com mulheres também a trabalharem nas obras).

 

Durante a corrida, a verdade é que suscitei muita curiosidade. Seria assim durante toda a semana pois durante esses 8 dias apenas conheci mais duas pessoas brancas. As criancinhas, essas então, ficavam ficxadas a olhar para mim. Como se eu fosse algo do outro mundo (e era, realmente!). A verdade é que digam o que disserem, especialmente em situações excepcionais, o factor raça pode ser destrancar aproximações entre pessoas. Sem nada que o apontasse, acabámos por nos juntar às refeições no hotel, nalguns passeios e até  em algumas cerimónias. Chegámos inclusivamente a procurar uma igreja onde a missa era dada em francês e aberta a estrangeiros....

 

No pequeno-almoço, percebi que ia ter dificuldades.

O médico tinha-me expressamente advertido que se não pudesse descascar, desembalar, aquecer, então esquecesse... Usei e abusei do chá, havia muita fruta... descascada - papaia, manga, melancia, melão, mas que tive de ignorar. Fiquei-me pela banana, maracujá e tamarino. Aliás eu que nunca gostei de maracujá, acabei por ficar fã!

Logo no segundo dia, preparei-me para o pior. Quando dei conta, tinha comido meia fatia de queijo cheddar (ou algo parecido) e só depois me lembrei das regras!  Felizmente, não houve consequências!!

Confesso que a comida era bastante picante. De um picante diferente do que eu havia experimentado na Índia, mas ainda assim, bem picante.

 

(... continua)

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