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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

Adorei o Rwanda #3

Tudo no Rwanda foi bonito, limpo, arranjado. Claro que vi muita pobreza, condições de habitabilidade muito abaixo daquilo que seria aceitável, mas com alguma admiração minha, nada comparável ao que presenciei na Índia há 2 anos...

 

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O protocolo é importante para eles. E o respeito. Deduzo que só assim tenham conseguido reerguer uma nação quase dizimada e magoada de morte. Literalmente. Não há ninguém - NINGUÉM - no Rwanda que não tenha perdido pelo menos um familiar no massacre.

 

Na véspera da partida, juntámo-nos todos no hotel. Todos africanos, mas cada um de seu país. Somália, Uganda, Kenya, Burundi, etc. E Portugal . Bem dispostos, rimos bastante e conversámos sobre tudo e nada. Ainda fui apresentada ao Uganda Warabi coconut flavor. Uma bebida tipo gin, mais seco e que não queimava a garganta. Gostoso!

 

No meu último dia, assisti ao tributo do Kwibuka 25 - 25 anos do Genocídio, no estádio de Huye.

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Na bancada VIP, apenas africanos com excepção de mim e de uma francesa (únicas pessoas de pele branca presentes) assistimos às cerimónias locais e às nacionais em Kigali, presididas pelo Presidente Kagame. As palavras que me tocaram mais foram as 3 escolhas fundamentais do povo Ruandês:

- Escolhemos ficar juntos

- Escolhemos ser responsáveis perante nós próprios

- Escolhemos pensar grande.

Que grandes palavras.

 

No domingo depois das cerimónias, tempo de viajar para Kigali. São cerca de 126 km mas que devido ao trânsito, às pessoas nas bermas etc, se estendem por mais de duas horas. Nós levámos um pouco mais porque o meu motorista ia fazendo paragens e explicando as localidade por onde passávamos. 
Em Ruhango, o Kabgayi Centre Catholique, berço da igreja católica no Ruanda, onde estiveram os primeiros bispos. Seguindo pela NR1, entrámos Kamonyi district, onde em pouco mais de 20 km, 2 brigadas da polícia nos mandaram parar. Um branco desperta muita atenção, foi-me dito... Continuámos por Muhanga, uma cidade em desenvolvimento, passámos uma ponte sobre  o rio Nyabarongo rivière, que desce da Tanzânia, e é uma das maiores fontes do Nilo.

No Nhianza District, aprendi que esta foi a última cidade real. O símbolo de riqueza das vacas foi determinante para que a família real se instalasse por lá. Parámos. Os meus acompanhantes queriam levar leite daquelas pastagens para a cidade grande. Eu, com a formatação europeia só pensava mas estão 35º, como é que o leite não se vai estragar?.

O certo é que tal preocupação só me aflorou a mim,já que eles saíram com 2 garrafões de 5l cada um e felizes da vida! 
(Optei por registar todas as impressões da viagem para ficar para memória futura)

 

Finalmente no aeroporto de Kigali para mais um voo de 9 horas até Amsterdão, com uma escala em Entebe, no Uganda. Depois, a ligação até Lisboa. Com a bagagem cheia de boas memórias e experiências a repetir. E algum chá e café ruandês, das montanhas altas do país.

Se eu gostaria de ter visitado o Nyungwe Forest Park onde os gorilas vivem num habitat ainda natural? Claro! Mas os preços são proibitivos. Cerca de 500 a 700€ por dia. E francamente não me apeteceu deixar lá tanto dinheiro!!

 

Adeus.jpg

Rwanda, até à próxima!!

Ver aqui relato 1. Ver aqui relato 2.

 

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