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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

Amores e desamores

Este é o mês do São Valentim.

 

Nunca gostei, nunca embarquei neste consumismo todo da época, já basta o Natal... E já há corações por todo o lado, a seduzir quem tem namorados e a provocar quem não tem. Como dizia a Kat outro dia, bora instituir o dia do solteiro!

 

Sempre fui rapariga de namorados. Um de cada vez, mas sim, muitos. Talvez por ter sido sempre muito independente, as cedências necessárias e que se espera que sejam sempre do lado da mulher, nunca foram o meu forte. Ou eu não gostava suficientemente. Ou eles não gostavam suficientemente. A minha carreira obriga-me a muitas muitas deslocações e desde sempre. Quando a coisa se começava a desenhar " e quando casarmos, abandonas essa vida, né?" What??? Como se eu fosse uma prostituta e tivesse de largar a vida !! No thank you, passo!

Não meu caro, eu já estava nesta modalidade quanto te conheci e pretendo continuar... E assim foi passando o tempo até que conheci o meu marido. Aceitou porque também estava ligado ao desporto, e mesmo quando engravidei, isso não foi um problema; e mesmo quando o pequenote nasceu, voltou a não ser um problema... Afinal o problema não era eu... Antes, apesar de haver sentimentos à mistura, simplesmente tínhamos objectivos diferentes! E isto é uma lição tão importante, que é pena aprendermos à nossa custa. Muitas vezes as relações não resultam porque simplesmente as pessoas esperam coisas diferentes das outras.

 

O meu marido saiu do panorama cedo, por acidente. Fiz um luto muito longo porque foi das coisas mais dolorosas da minha vida, ainda que tivesse o meu filhote comigo. Apesar de toda a dor, continuei a levar a minha vida, porque se há máxima verdadeira é que o tempo é o nosso melhor amigo. Não cura, mas ajuda-nos a aceitar e a que o dia a dia comece a ser suportável.

 

Depois claro, não ia ficar pra freira. Conheci pessoas, mas o simples facto de não querer um relacionamento que resultasse em viver junto, acabou por as afastar. Ainda hoje penso assim. Não me arrependo de não ter imposto uma pessoa ao meu filho. E gosto de viver assim. Namorar sim, lavar as meias, não!

 

Se me vou arrepender um dia mais tarde? Não sei... Tenho para mim que talvez volte a casar aos 85 

 

 

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