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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Desafio da escrita - dia 12: Porta

Imaginava que ele tivesse ido treinar para a Serra de Sintra. Mas estava a demorar tanto...

Resolveu meter-se no carro e dar umas voltas para ver se o avistava. Em breve seria de noite e sabia-o pouco equipado para o frio.

Mas porque raio não atendia o telefone?

Foi conduzindo devagar, hesitando neste cruzamento e naquele outro. Começou a subir a serra. Devagar. Ainda não precisava de médios mas em breve deixaria de ver fosse o que fosse. Ainda para mais ali, onde a natureza se fundia com o céu.

 

Pareceu-lhe ver um vulto depois da curva. Redobrou as precauções. Aproximou-se e quando ligou as luzes para ver melhor, percebeu que era ele, encostado à berma, de tornozelo enrolado na camisola.

Saiu bruscamente do carro. Travou o carro no último minuto. Precipitou-se sobre ele na esperança de aliviar os pensamentos negros que a invadiam.

Ele estava bem. Perdera o telemóvel na queda e ali ficara na ânsia de ver passar um carro. Não passara nenhum nos últimos 45 minutos, que aquele caminho só conduz a meia dúzia de casas no alto da montanha.

 

E de repente, passa um segundo carro. Qual a probabilidade?

Um estrondo.

Terá batido no carro?

Com o nervosismo, deixara a porta do carro aberta. Apenas isso.

porta carro.jpg

(História verídica ligeiramente ficcionada que aconteceu com o meu irmão)

 

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