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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Desafio da escrita - dia 13: Avião

Havia para cima de 50 nos que não fazia um avião.

Ensinou aos filhos que a imaginação podia ter asas de papel. Na brisa que acariciava os ângulos da folha de papel e levava o sonho de manter o avião no ar por mais e mais tempo.

 

Os miúdos gostavam de competir entre eles.

Competiram tanto que a distância lhos levou. Cada um a tentar ter mais sucesso que o outro, nas mais diversas áreas e em pontos geográficos que só permitiam ajuntamentos familiares nas grandes festas.

Com isso, não chegara a fazer aviões para os netos. Ou eram muito pequenos ou, depois de algumas faltas, eram já crescidos demais e os interesses concentrados naqueles aparelhos que nunca estavam muito longe.

 

avião.jpg

Depois, vieram as viagens de finalistas, as faculdades, os namoros e todas aquelas previsibilidades (ou seriam imprevisibilidades?) que marcavam os afastamentos e os novos interesses.

 

Agora, voltara a fazer aviões de papel. Porque a sua doença era degenerativa e a terapeuta ocupacional insistia que os trabalhos manuais eram fundamentais para que a amplitude se mantivesse. Fazer aviões poderia afinal facilitar a mobilização articular das suas mãos.

Aquelas mãos que tantos anos antes tinham ajudado a criar sonhos...  

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