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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Desafio da escrita - dia 7: Gato

(aproveitando o facto de hoje ser dia de folga, vou aproveitar para pôr em dia os contos atrasados - dia 7)

 

Não percebi o que se estava a passar. Num instante estava com a minha mamã, quentinho, de barriga cheia e a receber amor, e no outro fui despejado junto a um contentor do lixo em Quarteira.

Nem sabia que tal era possível. Que nunca mais veria a minha mãe e que ficaria ali, pronto a morrer ou a ser resgatado por gatos vadios da zona. 

Rully bébé.jpg

Estive por ali uns tempos intermináveis, até que um casal me viu. Eu fiquei cheio de medo. Mais pessoas. E eu já aprendera que não se podia confiar nelas... Agarraram em mim e levaram-me para casa delas. Bem, para o quintal delas. Fiquei por lá a espreitar para dentro de casa, sempre ansioso por umas festinhas, por um quentinho.

 

Passados mais uns tempos intermináveis, lá me levaram embrulhado numa camisola. Fiquei nervoso de novo. A minha vida não correra muito bem até ali... 

Passei de umas mãos para outras. Fui toda a viagem num colo quentinho, a receber festinhas e a falarem comigo. Estes humanos restauraram a confiança que eu tinha perdido.

 

Hoje? Sou um gatarrão branco e preto que manda nesta casa. Afinal sou o único gato macho desta casa!! E mesmo quando faço malandrices - e faço muitas - eles continuam a gostar de mim.

Isso deve ser amor, digo eu...  

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