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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Desafio de escrita dos pássaros #2 - O amor e um estalo

Nada me preparou para aquela onda avassaladora que me iria invadir repentinamente.

Nem durante a noite entrecortada por picos de dor, de cada vez que a maldita agulha se aproximava do ponto crítico e antecipava o espasmo que se aproximava.

Nem o momento em que os fórceps ajudaram a que aquela criatura enorme saísse das minhas entranhas e começasse – depois de ajudado – o seu primeiro discurso ao mundo, perfeitamente incompreensível, bem entendido.

Foi naquele preciso momento em que a criatura foi encostada a mim e os meus olhos deram com as suas mãozinhas e a sua face, em que a minha pele tocou finalmente a sua, que eu senti esse terramoto e percebi que o meu mundo tal como o conhecia até aí se tinha eclipsado, que a sensação ondulante dos abalos perduraria durante uns tempos. Como se tal fosse possível… durar apenas uns tempos!

Toda uma vida! Se alguma dúvida jamais existiu, a incontornável sensação de insegurança própria de um amor sem limites, de um amor p’ra vida, incondicional, passou a estar sempre lá, só para te mostrar que a vida passou a ser maior. 

Nenhuma forma de amor até aí vivida se comparava. E foi esse estalo que a vida me proporcionou. Me privilegiou. Me encantou e continua todos os dias a encantar. Mesmo nos dias em que estamos um bocadinho às avessas  

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