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O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Falcões e Águias

Li um artigo muito interessante sobre cidades que estão a adoptar águias e falcões como forma de proteger os locais e cidadãos. Mas não são apenas os pombos que se deseja ver afastados. São também as gaivotas.

E é pertinente, porque uma amiga minha contava-me outro dia que tinha apresentado queixa no Vasco da Gama porque estava na esplanada e os pombos conspurcavam as pessoas e os pratos de quem tentava aproveitar os raios de sol.

 

Vamos aos exemplos estrangeiros antes de vermos os casos nacionais.

Desde finais de 2017, Paris tem ao dispor do 10ème arrondissement cinco falcões para afugentar pombos que causavam danos de cerca de 150 mil euros nos edifícios. 

Já este ano, Vancouver (Canadá) iniciou um projecto em que um falcão-peregrino afugenta os pombos de uma estação de comboios. Não só sujavam tudo, como faziam disparar os alarmes que obrigam as carruagens a parar.

Desde o fim da década de 90 que o Dubai tem ao serviços do hotéis, estes mesmos falcões. A Quinta do Lago no Algarve usa este método há 7 anos também.

Nos aeroportos das diferentes cidades, este método é usado há muito tempo, com especial incidência na primavera e verão já que as andorinhas e o aumento de insectos colocam em perigo a actividade. Para além das estações, há que estar atento a alturas do dia como o nascer e pôr-do-sol.

Algumas baixas de cidades estão também a recorrer a estas alternativas. Não se trata de matar pombos ou andorinhas, mas de "espantar" aves urbanas, que acabam por ir para outros poisos. Não tem grande impacto na fauna, segundo a Sociedade Portuguesa para o Estudo das Aves.

 

A mais recente adesão foi o Porto de Lisboa. Afugentar as gaivotas é a ideia principal, já que colocam em causa a segurança. São zonas de circulação de passageiros e carregamento de mantimentos e na zona onde atracam navios-cruzeiro, é fundamental pois um dos principais dramas de um cruzeiro são as infecções e as doenças a bordo.  

 

Entendo o princípio que está por detrás de se recorrer a estas águias e falcões, mas... não teremos saudades daqui a uns anos, de ver uma praça cheia de pombos a saltitar atrás de uns grãos de milho?

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