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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

happyness is everywhere

Homem, o pior inimigo da Terra

Estive a ler um artigo sobre os Himalaias, que muito me tocou.

É evidente que esta coisa da ecologia só nos começou a sensibilizar há 10 ou 15 anos. Lembro-me perfeitamente. Quando o meu filho tinha 7 anos, trouxe um papelote da escola, com regras básicas da reciclagem.

A cidade estava nessa altura a despertar para o tema, e estavam a colocar as primeiras ilhas de recolha de lixo, em que havia também um ponto de recolha para vidro, papel e plásticos. Portanto, a escola estava em comunhão com a actualidade da cidade e a informação aos miúdos e respectivos pais por transmissão de informação, mais do que oportuna. 

Comprei um sistema de caixotes deslizantes e que servem até hoje para o efeito.

 

Mas esse artigo sobre os Himalaias impressionou-me. O governo do Nepal estima que só no Everest estejam 50 toneladas de lixo. 50 toneladas, deixadas ao longo dos anos, principalmente das décadas de 60 a 90. Impressionante, não?

Felizmente desde 2013 algumas organizações começaram a limpar o tecto do mundo. Em 2013 a International Eco Everest retirou 13 toneladas e o Nepal retirou em 2016 cerca de 500 quilos, ao equipar os xerpas e alpinistas, com um saco de 80 quilos de capacidade para limpeza na descida.

 

O Everest já não é infelizmente sinónimo de pureza, mas uma lixeira e um cemitério. Senão vejamos:

Botijas de oxigénio, cordas, tendas, pilhas, latas de conserva, roupa e plásticos, quilos de excrementos humanos acumulados. Pois. E depois há os cadáveres - cerca de 200, espalhados pela montanha, sendo o mais famoso, o chamado Green Boots, alpinista que se supõe ser Tsewang Paljor de 28 anos, que ali morreu em 1996. Todas as pessoas que subiam pelo lado norte, tinham de passar pelo cadáver congelado, de mãos na cara a proteger-se do frio e botas calçadas. Esse corpo foi retirado em 2014.

 

Impressionante, não?

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