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I, Tonya - O filme

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Eu estava numa localidade Suíça quando em 1994 estavam a decorrer os Jogos de Inverno de Lillehammer, na Noruega. Apesar de ser longe, não se falava de outra coisa. Trouxe inclusivamente uma bolsinha que ainda tenho, referente aos Jogos. Mas a polémica descrita no filme passou-me completamente ao lado. 

Claro que nos EUA, a notícia teve outra dimensão, de tal forma que existe até um museu (THNK) dedicado às duas patinadoras: Tonya Harding e Nancy Kerrigan, as duas patinadoras que competiam pela melhor performance, nessa década.

 

O tema do filme é a violência, a competição pouco saudável, e o fair-play. Um dos maiores escândalos de sempre do desporto, nomeadamente o maior da patinagem artística. Lança a luz sobre o facto de que apesar do jeito que um desportista possa ter, o que é imprescindível é a sua atitude, a constância, o apoio e a estabilidade que esse desportista tem na sua vida. 

Basicamente, Tonya sempre viveu a violência. Uma mãe que a colocou nesse mundo, que a incentivou de uma forma pouco ortodoxa e que a tratava sempre com base na violência. O pai sai de cena muito cedo e isso acaba por influenciar a forma como ela escolhe o seu par para a vida.

Tonya ficou mundialmente conhecida quando o seu marido arranjou uma tramóia para assustar a rival Nancy. Acontece que as pessoas que fizeram esse serviço não primavam pela inteligência. Li algumas coisas sobre o assunto e até na manhã do ataque, eles estacionaram n vezes no parque de estacionamento da pista de patinagem. Períodos de 15 minutos para não "dar nas vistas"... o maior exemplo foi o atacante que tinha bastão na mão, quando quis fugir por uma porta trancada, partiu o vidro com a cabeça em vez de usar o bastão. Isto está retratado no filme...

 

Gostei do filme por retratar os bastidores da modalidade, por ter sido adaptado como se de um documentário se tratasse, com versões de cada um, por vezes até contraditórias. Apercebemo-nos que algumas pessoas podem ser tão ingénuas, que acabam envolvidas em situações maiores do que elas. Apesar de todas as dúvidas, Tonya acaba por ser banida para sempre da modalidade, o que significa que a nível competitivo não pode desempenhar qualquer função.

 

 Aqui, o vídeo real do Triple Axel, em que Tonya fez história já que foi a primeira mulher americana a conseguir concretiza-lo. (este salto, cujo ponto de partida é frontal, consiste em rodar três vezes e meia e aterrar com o pé direito)

E depois, destacar a questão da actriz. Saber que Margot Robbie aprendeu a patinar em cinco meses, aprendeu a imitar alguns dos gestos e movimentos de Tonya, coloca-a merecidamente na calha para melhor actriz.

Infelizmente não conseguiu, já que a concorrência era forte! 

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