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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Livro Secreto - Rounds XIII e XIV

Magda tomou em mãos esta iniciativa depois de uma série de contrapartidas e vamos portanto na segundo envio desta reestruturação.

 

No envio anterior recebi O Diário Oculto de Nora Rute, do Mário Zambujal. Não fiz post alusivo, porque já tendo lido em tempo o livro e não sendo um admiradora deste escritor, optei por não o reler.

 

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Já neste segundo envio, recebi um livro completamente novo para mim. Novo no título e novo no estilo.


A História não é a minha praia, nunca gostei e a história definitivamente não me apaixona. Foi portanto com reservas que o recebi em casa.

Mas depois há coisas giras. O livro que ando actualmente a ler em Portugal, tem quase 700 páginas. Tornava-se pois incomportável arruma-lo na mala pequena de viagem. Segunda opção - interromper essa leitura e levar para Itália um livro mais pequeno que se ajustasse a um semana de estadia. E olhei para o livro, que continuava em cima da mesa da sala. Veio na mala.

 

Comecei a ler e fui-me apaixonando pela história. A história da Leonor de Teles, Rainha de Portugal. A história de uma fidalga que nos cativa de início já que parece ser uma mulher à frente do seu tempo, mas que depois lhe percebemos a infinita ambição e falta de escrúpulos para conseguir o que pretende, vai deixando um amargo de boca e colocando-nos do lado do seu inimigo. Percebemos que foi ela enquanto Regente que tentou que Castela e Portugal fossem um só e que a sua raiva ao povo Português só era possível porque não tinha tido educação Real. 

 

A linguagem leva-nos àquela época. Mas perdi-me um bocadinho nas partes mais descritivas do livro, naquelas que se enredavam totalmente na história (e essas confesso, li-as de viés. Lembrei-me muitas vezes da minha professora de história favorita).

E enquanto lia percebia o desgoverno que foi o nosso reinado. O acaso, o passo em frente e o passo atrás que demos constantemente, o desgoverno de quem era nomeado por afinidade e não porque soubesse do ofício. E não pude deixar de fazer uma comparação ao desgoverno de agora. Parece um fio condutor que nos persegue, que faz parte do nosso ADN... 

 

 Apesar das minhas reservas, li-o quase compulsivamente. Se pudesse, não teria saído do hotel enquanto não o acabasse. Muitas vezes li noite adentro, sempre desejosa de saber mais. Portanto aconselho a leitura. Mesmo a  quem como eu, tem quase 0 conhecimentos a História. 

 

  

Livro enviado por mim: "Ferrugem americana" de Philipp Meyer

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Fevereiro 2017 - "Às Terças com Morrie" de Mitch Albom

Março 2017 - "Obrigada pelas Recordações" de Cecelia Ahern.

Abril 2017 - "O Velho e o Mar" de Ernest Hemingway

Maio 2017 - "O ladrão de Sombras" de Marc Levy

Junho 2017 - "O Talentoso Mr. Ripley" de Patricia Highsmith

Julho 2017 - "Os Olhos de Ana Marta" de Alice Vieira

Setembro 2017 - "Palestina" de Hubert Haddad

Outubro 2017 - "Homens Imprudentemente Poéticos" de Válter Hugo Mãe

Novembro 2017 - "O Carteiro de Pablo Neruda" de António Skarmeta

Dezembro 2017 - "As Asas do Amor" de Nicholas Drayson

Janeiro/Fevereiro 2018 - "Viagens" de Magda Pais 

Março 2018 - "Em teu Ventre"  de José Luis Peixoto

Maio 2018 - "O Diário Oculto de Nora Rute" de Mário Zambujal

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