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happyness is everywhere

O Povo português é essencialmente cosmopolita. Nunca um verdadeiro Português foi português: foi sempre tudo. FP

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Operação Entebbe - o filme

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Ontem fui ver este filme. O realizador é o brasileiro José Padilha, com uma equipa alargada de companheiros da mesma nacionalidade.

As críticas que li não eram muito favoráveis, mas entre as opções, escolhi este pelo facto de ser baseados em factos reais, ocorridos em 1976 e marcados pela eterna guerra entre Israel e Palestina.

 

O filme centra-se no sequestro do voo 193 da Air France que faria a ligação entre Telavive e Paris. Os terroristas (que na altura eram chamados de revolucionários e ligados à Frente Popular para a Libertação da Palestina e pelas Células Revolucionárias da Alemanha ) levaram o avião para o Uganda onde, com a cumplicidade de Idi Amim, se aquartelaram no aeroporto e iniciaram as negociações para conseguir a troca dos 250 reféns por 50 prisioneiros. 

As negociações duraram uma semana e o papel que Shimon Peres e Yitzhak Rabin tiveram no resgate foi fundamental. A máxima de que nunca negociarão com terroristas esteve na mesa, embora todas as opções tenham sido equacionadas. A pressão dos familiares dos que se mantiveram em cativeiro até ao fim (a dado ponto todos os passageiros com excepção dos 103 israelitas foram libertados) teve peso na decisão final. 

 

Esta é daquele casos em que os dois militantes alemães se deixaram arrastar para uma situação que em muito extrapolou as suas expectativas. Eles eram crentes, motivados pela morte recente de uma colega em cativeiro, sendo que quem lidera a missão no Uganda, eram lunáticos e extremistas. Como disse um deles, as motivações de uns (odiarem o país) eram diferentes dos outros (amarem o país).

Este é um tema complicado, porque há os dois lados da disputa: Israel e Palestina e eu confesso que nunca soube que partido tomar. E pelos diálogos entre os dois homens mais importantes de Israel, é-nos dito isso mesmo: que essa é uma guerra sem fim!  

 

O filme prende-nos até ao fim, e tem uma história paralela muito bonita. A de um militar que tem uma namorada dançarina. E ao longo do filme vemos excertos dos ensaios e depois na noite do resgate, da exibição pública. A excelente coreografia do espectáculo de dança acompanhada pelo crescente da música e pelo simbolismo do despojo de tudo cruza-se com as imagens do resgate. Amei esta parte. Amei.

E depois do fim, a dança que mostra os dois povos que nunca se encontram, é qualquer coisa de magistral!

 

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